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8 de mai. de 2013

Salmo da Comunicação

 
Foto: Diseños Católicos

Louvado sejas, Senhor, por nossa irmã a Imprensa,
pão para a inteligência e luz para a alma.
Ilumina com a tua luz, Senhor, os Redatores e Editores;
para que saibam edificar o mundo na verdade e no amor.

Louvado sejas, Senhor, pelos Jornalistas e Repórteres;
pelas Agências de Notícias, pelos Desenhistas da Comunicação Social,
pelos Pintores das Trilhas Publicitárias.
Glória a ti, Senhor, por nosso irmão, o Cinema.
Que ele seja guia de bons caminhos, mestre da justiça, amigo da verdade.


28 de ago. de 2012

Meios de comunicação social

Fonte: Catecismo Jovem
 
Ligada à relação entre Palavra de Deus e culturas está também a importância da utilização  cuidadosa e inteligente dos meios, antigos e novos, de comunicação social. Os Padres sinodais recomendaram um conhecimento apropriado destes instrumentos, estando atentos ao seu rápido desenvolvimento e aos diversos níveis de interação e investindo maiores energias para adquirir competência nos vários sectores, particularmente nos novos meios de comunicação, como por exemplo a internet. de comunicação, como por exemplo a internet. Por parte da Igreja, já existe uma signicativa presença no mundo da comunicação de massa, e o próprio Magistério eclesial exprimiu-se várias vezes sobre este tema a partir do Concílio Vaticano II. A aquisição de novos métodos para transmitir a mensagem evangélica faz parte da constante tensão evangelizadora dos fiéis, e hoje a rede de comunicação envolve o mundo inteiro, tendo adquirido um novo signiÞ cado o apelo de Cristo: "O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia, e o que escutais ao ouvido, proclamai-o sobre os terraços" (Mt 10, 27). Para além da forma escrita, a Palavra divina deve ressoar também através das outras formas de comunicação.

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL VERBUM DOMINI - Palavra de Deus e meios de comunicação social. DO SANTO PADRE BENTO XVI

No âmbito das mídias, os produtores têm uma responsabilidade relativamente aos autorizadores. Acima de tudo, devem informar com toda a verdade. Tanto as investigações dos fatos como a sua divulgação devem atender aos direitos e à dignidade do ser humano.
Os meios de comunicação social devem contribuir para a edificação de um mudo justo, livre e solidário. Não raramente, as mídias são efetivamente instituídos como armas de discussão ideológica, ou, satisfazendo a vontade das audiências, renunciam a uma orientação ética dos conteúdos, convertendo-se em meios para seduzir as pessoas ou criar dependências nelas.
 
MCS - GO SDS - 08/2012

9 de fev. de 2012

O lixo Big Brother

Bispo da Igreja se manifesta sobre programa

Dom Henrique Soares, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju-SE

A situação é extremamente preocupante: no Brasil, há uma televisão de altíssimo nível técnico e baixíssimo nível de programação. Sem nenhum controle ético por parte da sociedade, os chamados canais abertos (aqueles que se podem assistir gratuitamente) fazem a cabeça dos brasileiros e, com precisão satânica, vão destruindo tudo que encontram pela frente: a sacralidade da família, a fidelidade conjugal, o respeito e veneração dos filhos para com os pais, o sentido de tradição (isto é, saber valorizar e acolher os valores e as experiências das gerações passadas), as virtudes, a castidade, a indissolubilidade do matrimônio, o respeito pela religião, o temor amoroso para com Deus.

Na telinha, tudo é permitido, tudo é bonitinho, tudo é novidade, tudo é relativo! Na telinha, a vida é pra gente bonita, sarada, corpo legal… A vida é sucesso, é romance com final feliz, é amor livre, aberto desimpedido, é vida que cada um faz e constrói como bem quer e entende! Na telinha tem a Xuxa, a Xuxinha, inocente, com rostinho de anjo, que ensina às jovens o amor liberado e o sexo sem amor, somente pra fabricar um filho… Na telinha tem o Gugu, que aprendeu com a Xuxa e também fabricou um bebê… Na telinha tem os debates frívolos do Fantástico, show da vida ilusória… Na telinha tem ainda as novelas que ensinam a trair, a mentir, a explorar e a desvalorizar a família… Na telinha tem o show de baixaria do Ratinho e do programa vespertino da Bandeirantes, o cinismo cafona da Hebe, a ilusão da Fama… Enquanto na realidade que ela, a satânica telinha ajuda a criar, temos adolescentes grávidas deixando os pais loucos e o futuro comprometido, jovens com uma visão fútil e superficial da vida, a violência urbana, em grande parte fruto da demolição das famílias e da ausência de Deus na vida das pessoas, os entorpecentes, um culto ridículo do corpo, a pobreza e a injustiça social… E a telinha destruindo valores e criando ilusão…

E quando se questiona a qualidade da programação e se pede alguma forma de controle sobre os meios de comunicação, as respostas são prontinhas: (1) assiste quem quer e quem gosta, (2) a programação é espelho da vida real, (3) controlar e informação é antidemocrático e ditatorial… Assim, com tais desculpas esfarrapadas, a bênção covarde e omissa de nossos dirigentes dos três poderes e a omissão medrosa das várias organizações da sociedade civil – incluindo a Igreja, infelizmente – vai a televisão envenenando, destruindo, invertendo valores, fazendo da futilidade e do paganismo a marca registrada da comunicação brasileira…

Um triste e último exemplo de tudo isso é o atual programa da Globo, o Big Brother (e também aquela outra porcaria, do SBT, chamada Casa dos Artistas…). Observe-se como o Pedro Bial, apresentador global, chama os personagens do programa: “Meus heróis! Meus guerreiros!” – Pobre Brasil! Que tipo de heróis, que guerreiros! E, no entanto, são essas pessoas absolutamente medíocres e vulgares que são indicadas como modelos para os nossos jovens!

Como o programa é feito por pessoas reais, como são na vida, é ainda mais triste e preocupante, porque se pode ver o nível humano tão baixo a que chegamos! Uma semana de convivência e a orgia corria solta… Os palavrões são abundantes, o prato nosso de cada dia… A grande preocupação de todos – assunto de debates, colóquios e até crises – é a forma física e, pra completar a chanchada, esse pessoal, tranqüilamente dá-se as mãos para invocar Jesus… Um jesusinho bem tolinho, invertebrado e inofensivo, que não exige nada, não tem nenhuma influência no comportamento público e privado das pessoas… Um jesusinho de encomenda, a gosto do freguês… que não tem nada a ver com o Jesus vivo e verdadeiro do Evangelho, que é todo carinho, misericórdia e compaixão, mas odeia o fingimento, a hipocrisia, a vulgaridade e a falta de compromisso com ele na vida e exige de nós conversão contínua! Um jesusinho tão bonzinho quanto falsificado… Quanta gente deve ter ficado emocionada com os “heróis” do Pedro Bial cantando “Jesus Cristo, eu estou aqui!

Até quando a televisão vai assim? Até quando os brasileiros ficaremos calados? Pior ainda: até quando os pais deixarão correr solta a programação televisiva em suas casas sem conversarem sobre o problema com seus filhos e sem exercerem uma sábia e equilibrada censura? Isso mesmo: censura! Os pais devem ter a responsabilidade de saber a que programas de TV seus filhos assistem, que sites da internet seus filhos visitam e, assim, orientar, conversar, analisar com eles o conteúdo de toda essa parafernália de comunicação e, se preciso, censurar este ou aquele programa. Censura com amor, censura com explicação dos motivos, não é mal; é bem! Ninguém é feliz na vida fazendo tudo que quer, ninguém amadurece se não conhece limites; ninguém é verdadeiramente humano se não edifica a vida sobre valores sólidos… E ninguém terá valores sólidos se não aprende desde cedo a escolher, selecionar, buscar o que é belo e bom, evitando o que polui o coração, mancha a consciência e deturpa a razão!

Aqui não se trata de ser moralista, mas de chamar atenção para uma realidade muito grave que tem provocado danos seríssimos na sociedade. Quem dera que de um modo ou de outro, estas linha de editorial servissem para fazer pensar e discutir e modificar o comportamento e as atitudes de algumas pessoas diante dos meios de comunicação.

MCS - GO SDS - 02/2012

24 de jan. de 2012

Silêncio e palavra: caminho de evangelização

Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012

Amados irmãos e irmãs,
Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspeto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.

O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.

Grande parte da dinâmica atual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.

No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que deem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de céticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).

Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem atual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Onipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exortação apostólica pós-sinodal Verbum Domini, 30 de setembro de 2010, n.º 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando «o Rei dorme (…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cfr Ofício de Leitura, de Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.

Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a concelebração eucarística com os membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.

Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «ações e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Constituição dogmática Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.

Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.

Vaticano, 24 de janeiro – dia de São Francisco de Sales – de 2012.
BENEDICTUS PP XVI
(Tradução portuguesa oferecida pela Santa Sé)

MCS - GO SDS - 01/2012

20 de jan. de 2012

Carta Aberta aos Patrocinadores do BBB 12

No dia 10 de janeiro, Dom Henrique Soares escreveu em seu blog o que os cristãos católicos já deviam saber de cor: a responsabilidade das famílias na formação de seus filhos é inalienável e os pais têm de cumprir seu dever. Nas palavras do bispo auxiliar de Aracaju:
(…) Até quando os pais deixarão correr solta a programação televisiva em suas casas sem conversarem sobre o problema com seus filhos e sem exercerem uma sábia e equilibrada censura?”.
Como já foi dito anteriormente, entendo que um meio eficaz de “exercer uma sábia e equilibrada censura” é tornar cada cidadão sujeito da programação televisa, controlando a audiência e o patrocínio dos programas que vão ao ar nas grandes e pequenas emissoras. Não é possível conviver com a hipocrisia de uma mídia que avilta a dignidade feminina, medindo seu valor pelo centímetros de quadril ou mililitros de silicone; chega de estupros morais e físicos diante de nossos olhos. Para pôr fim a isso, importa a ação dos homens de bem desse país. É preciso banir das festas paroquiais o Guaraná Antarctica e seus afins; É necessário mudar o tipo de tintura de nossas mães; chega de Devassa na vida do cristão!
Segue abaixo a lista dos patrocinadores do BBB 12. Está mais que evidente que a direção da Globo não está sensível aos valores morais e civilizatórios do ocidente. No entanto, não é possível ficar calado. Por isso, propomos uma Carta Aberta aos Patrocinadores do BBB 12, que objetiva expressar aos mantenedores deste programa a insatisfação dos cidadãos brasileiros com a direção tomada pelo reality show. Como ato concreto, sugerimos um boicote dos produtos anunciados nos intervalos comerciais do programa, com o concomitante consumo dos produtos concorrentes, pelo tempo em que durar a atração. Segue o modelo, que pode ser enviado para os emails abaixo, mas principalmente, pode ser postado nos murais do facebook das empresas citadas:
Aos patrocinadores do BBB 12,
Senhores,
Lamentamos grandemente o apoio que Vossa Senhoria tem dado ao reality show BBB 12, veiculado pela emissora Globo, entrando nas casas dos cidadãos brasileiros, no horário nobre da televisão. Este programa em nada dignifica o homem, muito menos colabora para a construção de um país mais justo, mais solidário e mais saudável. Afinal, o programa veicula bebedeiras toda semana, vocabulário impróprio o tempo todo, vilipêndio da imagem feminina. Quem gosta de ter sua imagem associada a estupros e pornografia? Além do que, o citado programa não incentiva o trabalho e a educação como fonte de mudança do Brasil, mas a sorte, a trapaça, a venda de seu corpo e de suas convicções como instrumentos de ascensão e satisfação social. As famílias brasileiras desejam uma televisão de qualidade e, justamente por este motivo, não concordam com os desvalores veiculados por esse programa.
Por este motivo, comunicamos a Vossa Senhoria que estamos boicotando seus produtos e privilegiando seus concorrentes diretos. Enquanto os senhores patrocinarem esse programa faremos oposição clara e direta a seus produtos, pois queremos um país mais justo, onde as pessoas sejam recompensadas por seu esforço, por sua educação, e não por causa de conchavos, de armações e traiçoes.
Desejamos que a direção de Vossa Senhoria reflita sobre as decisões publicitárias que tem tomado. O consumidor brasileiro quer ser respeitado integralmente.
Respeitosamente,
Enviem esse texto para:
OMO:
UNILEVER Internacional:
http://www.unilever.com/resource/Contactform/
UNILEVER no Brasil:
Rose Pimentel
rose.pimentel@inpresspni.com.br
Tel: 11 3323-1520 | 3323-1592
Taiane Luz
taiane.luz@inpresspni.com.br
Tel: 11 3323-1523
Facebook: http://www.facebook.com/unilever

NIELY:
Luciana Ribeiro
luciana.ribeiro@approach.com.br
Tel.: (21) 3461-4616 | ramal: 116
Ilande Lima Queiroz
ilande.lima@approach.com.br
Tel.: (21) 3461-4616 | ramal: 169

Devassa:
Contato: http://www.devassa.com.br/contato.php

Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002644925381

Fiat:
Contato: http://www.fiat.com/cgi-bin/pbrand.dll/FIAT_COM/contact/contact.jsp
Facebook: http://www.facebook.com/fiat

Guaraná Antarctica:
Contato: http://www.guaranaantarctica.com.br/default.aspx
Facebook: http://www.facebook.com/GuaranaAntarctica

MCS - GO SDS - 01/2012

19 de jan. de 2012

Fé propagada na web


Junior, Lucas e Tiago apresentam o Palavras Cruzadas (Foto: Juan Barbosa/Pioneiro)“Fé propagada na web”. Foram esses os termos que o jornal Pioneiro, de Caxias do Sul, utilizou para divulgar o site da catolicafm. A notícia, que foi publicada no sábado, 14 de janeiro, contém uma entrevista completa com Tiago Cassol, produtor musical e servo do G.O. São Luiz Gonzaga há mais de 10 anos. A entrevista destaca ainda, o mais novo programa “Palavras Cruzadas” que tem sido escutado pelos mais diversos públicos que não restringem-se a Caxias.
“Nós não buscamos fazer com que as pessoas convertam-se para nossa religião, queremos é cativar as pessoas, fazê-las se aprofundar na fé e na vivência dos valores cristãos.” Diz Tiago na entrevista.

As religiões vem se mostrando cada vez mais através das mídias sociais. Ter uma reportagem que reconheça e divulgue esse trabalho, é mais uma prova
de que os sonhos de Deus são verdadeiros e fiéis. Por isso, curta, tuite, fique por dentro!

Para conhecer a rádio acesse www.catolicafm.com.br, e para conferir a reportagem completa entre em http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/impressa/11,3629801,1232,18781,impressa.html

Ministério da Comunicação
Grupo de Oração São Luiz Gonzaga

MCS - GO SDS - 01/2012

15 de dez. de 2011

Amanhã, protesto contra a Record

Oi,

Não sei se todos já estão sabendo da matéria que a Rede Record fez com a intenção de colocar o povo brasileiro contra a realização da Jornada Mundial da Juventude em 2013 que será realizada aqui no Rio de Janeiro. Se não viram a matéria vejam em:
http://www.rainhadosapostolos.com/2011/12/record-denuncia-deputada-myrian-rios-e.html?spref

Para protestarmos contra essa atitude da record diversos católicos de todo o Brasil estão se organizando para um Twitaço contra Record. Infelizmente é uma das poucas maneiras que temos para protestar. 

O Twitaço será dia 16(sexta-feira) ás 14 horas use #brasilsemtvrecord , #jornalismodeterceira e #forarecord 

Por favor divulguem o máximo que puderem.

Leandro farias
Coord. Est Ministério de Fé e Politica RJ
MCS- Arquidiocese do Rio
MCS - GO SDS - 12/2012

29 de set. de 2011

Papa escolhe tema para Dia Mundial das Comunicações Sociais 2012

Com a abundância de estímulos nas redes de comunicação, qual o valor do silêncio? Pensando nisso, o Papa Bento XVI escolheu justamente este tema para o próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais: “Silêncio e Palavra: caminho de evangelização”.

Para Bento XVI, “o silêncio não é apresentado simplesmente como uma forma de contraposição a uma sociedade caracterizada pelo fluxo constante e incontrolável da comunicação, bem como um necessário elemento de integração”, destaca o comunicado divulgado nesta quinta-feira, 29, pelo Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

O comunicado salienta que o silêncio, de fato, favorece a dimensão do discernimento e do aprofundamento e pode ser visto como um primeiro acolhimento da Palavra.

“Não há dualidade, então, mas a complementaridade das duas funções que, em seu equilíbrio, aumenta o valor da comunicação e torna-a um elemento indispensável no serviço da nova evangelização”, afirma o texto.

O tema escolhido para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2012 vai ao encontro do desejo do Santo Padre de sintonizar a celebração com o tema do Sínodo dos Bispos, que terá como tema “A nova evangelização para a transmissão da Fé cristã”.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais, a única jornada mundial estabelecida pelo Concílio Vaticano II (Inter Mirifica, 1963), celebrada em muitos países, com recomendações dos bispos, acontecerá no dia 20 de maio de 2012, domingo precedente ao Pentecostes.

A mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais será publicada, como já acontece tradicionalmente, no dia 24 de janeiro, dia em que a Igreja recorda São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas.
MCS - GO SDS - 09/2011

30 de ago. de 2011

Eventos: Portas de entrada ou fins em si mesmos?

Nossas lideranças têm investido um tempo precioso para organizar eventos, mas as pessoas que frequentam nossos encontros são estimuladas a participar de nossos Grupos? Elas passam a ter uma vivência eclesial? Tornam-se compromissadas com o anúncio, ou estão vivendo de encontro em encontro em buscas dos “aspectos gloriosos” da caminhada?
Lúcia V. Zolin
Coordenadora Nacional da Comissão e MCS

Eu gostaria de convidá-lo (la) a lembrar-se do último encontro que você ajudou a organizar ou esteve presente.  As pregações estavam ungidas? A música foi boa? As pessoas foram "tocadas"?  Provavelmente você dirá que “sim”. É característica nossa. Por mais simples que sejam, nossos encontros costumam ser muito bons. Neles testemunhamos o operar do Espírito Santo. E isso não pode mudar nunca, porque faz parte do nosso jeito de ser.

Mas continuemos nossa reflexão. Quem eram as pessoas que estavam naquele encontro de carnaval, cenáculo, retiro de primeiro anúncio ou naquele show que promovemos? Quem eram aqueles que escutaram nossas lindas músicas? Alguns deles nós até vimos chorar. Quem eram? E outra questão mais importante: onde esses irmãos estão agora?

Na semana seguinte ao evento, eles foram para algum dos nossos Grupos de Oração? Começaram a trilhar uma caminhada no seio da Igreja Católica? Se não foram, você saberia dizer qual a razão? Ou melhor, quais as razões? Claro, não podemos controlar a vida das pessoas, nem queremos isso. Não teríamos essa pretensão, mas, lamentavelmente, é preciso admitir algo: muitos que lá estavam não foram a um dos nossos Grupos simplesmente porque não foram convidados. É triste constatar isso!

Leia esse artigo na íntegra no site da RCCBrasil

Sugestões:
-Falar com frequência da Igreja, da beleza do catolicismo, incentivando os participantes a buscarem os Sacramentos a partir daquele encontro;
-Incluir pregações que falem da RCC.  Contar aos participantes a história deste Movimento, suscitado pelo Espírito Santo. É importante que aqueles que se achegam a nós conheçam a RCC, que tem sido uma estratégia de Deus para a transformação de tantas vidas;
-Contemplar momentos e pregações que falem sobre os Grupos de Oração, incentivando, por meio de testemunhos, as pessoas a conhecê-los;
- Anunciar no palco, várias vezes, que se trata de um evento da RCC. Nas faixas e painéis que identificam o nome do Evento, escrever por extenso: Renovação Carismática Católica;
-Produzir materiais que divulguem nomes e locais de funcionamento dos Grupos da região onde o Evento acontece. Podem ser simples, impressos, xerocados, escritos à mão. Enfim, os meios que estiverem ao alcance e possibilidades financeiras dos organizadores;
-Preparar servos que farão trabalho de abordagem, conversarão, rezarão com as pessoas que estão recebendo o anúncio.  Pessoas que farão um contato direto, convidando os participantes a participarem de um Grupo de Oração. Essa estratégia é fundamental principalmente nos shows de evangelização.

MCS - GO SDS - 08/2011

2 de ago. de 2011

Católica FM

Com uma proposta de fazer um programa para o público jovem, integrantes Católica FM produziram o primeiro programa da rádio.
Com muita conversa, música e descontração os apresentadores Lucas Gregol, Tiago Cassol S. e Junior Emer conduzem este primeiro episódio tendo como convidado especial Jean, da banda Hava. O programa terá produção semanal e será veiculado na programação da Rádio Católica FM e também estará disponível para audição sob demanda através de podcast.
Ainda sem um nome os apresentadores estão pedindo sugestões aos ouvintes. Quem quiser enviar sua sugestão pode mandar para o twitter @CatolicaFM ou para o email radio@catolicafm.com.br
MCS - GO SDS - 08/2011

29 de jul. de 2011

Descoberta a tumba de São Filipe

Em Pamukkale, antiga Hierápolis (Turquia), onde o apóstolo faleceu

Os arqueólogos asseguram que se trata da tumba do apóstolo Filipe, um dos 12 discípulos que acompanharam Jesus. A descoberta aconteceu em Pamukkale, antiga Hierápolis, em Anatólia Ocidental (Turquia), cidade em que Filipe morreu, depois de ter pregado na Grécia e na Ásia Menor.

A descoberta foi realizada pela missão arqueológica italiana empreendida desde 1957, composta hoje por uma equipe internacional, dirigida desde o ano 2000 por Francesco D’Andria, professor da Universidade de Salento. Um resultado importante na busca da tumba de São Filipe – recorda L'Osservatore Romano –, já tinha sido alcançado em 2008, quando a equipe encontrou a rua que os peregrinos percorriam para chegar ao sepulcro do apóstolo. Agora se chegou a esta nova meta.
“Junto ao Martyrion (edifício de culto octogonal, construído no lugar onde Filipe foi martirizado), encontramos uma basílica do século V de três naves”, explica o diretor da missão. “Esta igreja foi construída ao redor de um túmulo romano do século I, que evidentemente gozava da máxima consideração, já que mais tarde se decidiu edificar ao seu redor uma basílica. Trata-se de uma tumba em forma de nicho, com uma câmara funerária.”

Colocando em relação esses e muitos outros elementos, “chegamos à certeza de ter encontrado a tumba do apóstolo Filipe, que era meta de peregrinação a este lugar”, afirma D'Andria.
No século IV, Eusebio de Cesareia escreveu que duas estrelas brilhavam na Ásia: João, sepultado em Éfeso, e Filipe, “que descansa em Hierápolis”.

A questão ligada à morte do apóstolo suscita controvérsia. Segundo uma antiga tradição, de fato, ele não teria morrido martirizado. Já os evangelhos apócrifos contam que ele teria sofrido martírio sob os romanos.
MCS - GO SDS - 07/2011

22 de jul. de 2011

Painel destaca relação dos jovens com as redes sociais

Na manhã de 21 julho, o 7º Mutirão de Comunição começou com  Painel “Jovens, novas comunidades e redes sociais”. O objetivo foi refletir as novas configurações das relações sociais, o lugar dos jovens na construção da sociabilidade contemporânea e o futuro da comunicação.
A mesa foi mediada pelo Cônego Djalma Rodrigues de Andrade, Reitor da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, na PUC-Rio. A primeira conferencista foi a professora do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio, Santuza Neves, que descatou o compartilhamento de informações na internet.
Ela falou sobre a democratização e otimização das músicas, em que pela internet, cada um escolhe o que vai ouvir. Porém, a professora alertou que o acesso fácil as músicas causa um certo individualismo.
- Hoje as pessoas escutam os Ipods no ônibus, nas ruas e até nas escolas e faculdades. Muitas vezes perdem a sociabilidade e a oportunidade de conversa com o outro para ouvir o som, afirmou. 
Em seguida, a cientista social da Universidade Cândido Mendes, Silvia Ramos, indicou índices de violência no país. Ela afirmou que o Brasil é o sexto país mais violento do mundo. E que, a cada ano, 50 mil pessoas são assassinadas, especialmente jovens entre 15 e 24 anos.
- Na Cidade do Rio existem padrões de diversos países diferentes. Cada bairro tem uma taxa diferente de violência, falou.
Depois foi a vez do consultor educacional Ricardo Chagas explanar para os participantes. De forma interativa, com enquetes, videos e jogos, ele expôs os perigos que o mundo virtual oferece para as crianças da geração Y.
- Os pais dão para seus filhos jogos de videogame achando que estão proporcionando entretenimento e não entendem que a criança pode ter manipulação de cenas de sexo, e violência. Estamos perdendo nossos filhos para os meios de comunicação, destacou.
Já Adriana Braga, professora do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, começou seu discurso dizendo que nenhuma tecnologia é neutra e que suas funções resultam em suas formas. Segundo ela, a mudança tecnológica não é aditiva, nem subtrativa e sim ecológica.
- No espaço virtual cria-se um mundo sociológico ideal, onde todos se consideram iguais e isso só pode ser destruído em por assuntos de resoluções imediatas e temas que tendem a terminar em briga, disse.
A professora disse ainda, que é preciso entender os usos da internet para explorar as formas em que este ambiente virtual se organiza. Para ela, a internet, apesar de ser multimídia, ainda é uma mídia baseada em texto.
- O modo como o texto é escrito pode gerar conflito de interpretação, onde falar de modo formal pode ser interpretado como arrogância, alertou.
Após um pequeno intervalo, foi aberto o espaço para as perguntas. Ao meio dia, todos pararam para rezar o Ângelus que foi transmitido pela Rádio Catedral diretamento do Santuário do Cristo Redentor.

MCS - GO SDS - 07/2011

18 de jul. de 2011

A importância da comunicação na vida da Igreja

Arcebispo do Rio de Janeiro

Nestes dias acontecem dois grandes eventos relacionados com a comunicação: o 1º Seminário de Comunicação para os Bispos do Brasil e o 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação. Encontros esses que querem aprofundar a importância desse assunto para a missão evangelizadora da Igreja.
Quando falamos em comunicação, estamos nos referindo ao processo comunicacional e a toda e qualquer forma de transmissão de mensagens, conteúdos ou informações para outras pessoas. O termo comunicação é abrangente e não se restringe aos meios midiáticos (rádio, TV, jornal impresso, site e etc), mas a toda e qualquer forma de relacionamento humano.
Falar da comunicação como espaço sociocultural para se realizar a evangelização no mundo contemporâneo significa abordar, sobretudo, um contexto de sociedade que se transforma numa velocidade alucinada, marcado pelos avanços tecnológicos, sobretudo pela era digital, que provoca mudanças sociais e de costumes, onde o mundo das comunicações se apresenta como uma área cultural de grande importância a ser refletida pela Igreja.
A Igreja em sua missão evangelizadora tem que comunicar Jesus Cristo, Senhor da Vida, nosso Salvador. Para comunicar essa Boa Notícia supõe que a pessoa que o faz seja evangelizada e não apenas saiba as técnicas da comunicação. É a Igreja e sua missão que fala por si mesma há dois mil anos e que tende a ocupar um espaço muito maior no Terceiro Milênio. Esse fato tem relevância quando percebemos que estamos inseridos neste meio e fazemos parte desta história. Esta é a história que nos compete. Somos chamados a atuar e a sermos "instrumentos de salvação" na história vivida de nossa cotidianidade. Esta sociedade midiática é o "lugar teológico" para cada um de nós, cristãos!
A principal imagem da Igreja é Cristo nos mistérios da encarnação, morte e ressurreição. Sendo assim, a Pastoral da Comunicação tem uma importância muito grande na vida de qualquer paróquia, pois tudo o que é feito e realizado em nossas comunidades tem como objetivo a evangelização.
Sabemos que não existe evangelização sem comunicação. Evangelizar implica necessariamente em comunicar. Até mesmo o testemunho de vida como ação evangelizadora é um pressuposto e também forma de comunicação. O ato de testemunhar é comunicar com a própria vivência a mensagem do Evangelho. As pessoas testemunham, porque outras entendem e captam a mensagem que elas transmitem através da sua forma de viver.
[...]
A Pastoral da Comunicação cumprirá o seu papel em nossas dioceses, paróquias e comunidades quando assumir a formação e o compromisso de conscientizar a todos os ministros ordenados e os agentes de pastorais da necessidade de se comunicar e comunicar-se bem. Só comunica quem tem algo a dizer. E nós temos a mais importante mensagem, conteúdo, a notícia e informação a ser anunciada: a pessoa de Jesus Cristo. Trata-se, então, de estabelecer um diálogo entre Evangelho e comunicação, aprofundando as palavras de Paulo VI, no documento sobre a evangelização, “Evangelii Nuntiandi”, que afirma: "a ruptura entre o Evangelho e a cultura é, sem dúvida, o drama da nossa época" (EN, 20). Esta expressão é reconfirmada por João Paulo II em outro documento, sobre as missões, “Redemptoris Missio” (37).
Neste contexto, é preciso levar em consideração, entretanto, que não é apenas a existência de novos aparatos tecnológicos (estamos na era digital!), mas trata-se também de conhecer, compreender a revolução de linguagem que estamos vivendo neste início de Terceiro Milênio. Mudam os paradigmas, sobretudo, os métodos para explicitar a fé. Daí a importância e o convite para a Teologia conhecer, refletir e "iluminar" esse revolucionário "lugar teológico", que sempre mais provoca a mudança de referências, linguagens e métodos pastorais na evangelização atual.
Essa missão por si só exige de cada um de nós a excelência na comunicação. Comunicar é dever do cristão, um compromisso que assumimos com a Igreja de Cristo em anunciar o amor de Deus a todas as pessoas. O Documento de Aparecida nos exorta a uma conversão pastoral. A Pastoral da Comunicação de toda a Igreja quer se abrir a esta mudança, deixar-se guiar pela ação do Espírito Santo, que comunica em cada um de nós a presença viva do Cristo Ressuscitado. Queremos buscar a excelência em todas as formas e meios de comunicação, com o objetivo de evangelizar com renovado ardor missionário. Esta é a nossa missão, que nestes dias aqui no Rio de Janeiro, bispos provenientes de todo o Brasil, participamos do Secobb, e, na próxima semana – a oportunidade de milhares de pessoas interessadas em construir juntos a comunicação –, participaremos do Muticom. Que todos nós possamos continuar comunicando com renovado ardor a Palavra da Vida!

MCS - GO SDS - 07/2011

13 de jul. de 2011

Jesus era peripatético

Recebi este texto, muito interessante. Cabe aquele velho ditado popular: "nem tudo que parece é".

Numa das empresas em que trabalhei, eu fazia parte de um grupo de treinadores voluntários. Éramos coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema: "Para poder ensinar, antes é preciso aprender".

Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma de ministrar um curso para cerca de 200 funcionários.
Estava claro que o método convencional - botar todo mundo numa sala - não iria funcionar, já que o professor insistia na necessidade da interação, impraticável com um público daquele tamanho.Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento.

E o professor, que até ali estava meio quieto, respondeu de primeira. Aliás, pensou alto:
- Jesus era peripatético...
Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor.

E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.

- Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto - disse a Laura.
- Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo - emendou o Jorge, para acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.
- Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento - ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos. - Mas eu até vejo uma razão para isso...
- Que é isso, Sales? Que razão?
- Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.
- Não diga!
- Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a religiosidade alheia...

Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já o estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou.
Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando:
- Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas 20 pessoas em cada uma. É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma apresentação várias vezes, mas... Por que vocês estão me olhando desse jeito?
- Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem...
- Certo! Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos. Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico... Mas que cara é essa?... Peripatético quer dizer "o que ensina caminhando".
E nós ali, encolhidos de vergonha.
Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples ida ao dicionário.
Isto é, "para poder ensinar, antes era preciso aprender".
Finalmente, aprendemos duas coisas:
A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro.
E a segunda é que a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.
MCS - GO SDS - 07/2011

30 de jun. de 2011

Bento XVI acompanha de perto a preparação da JMJ

A organização do evento está na reta final

“O Papa está bem informado e acompanha os trabalhos de preparação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri”, afirmou o cardeal Antonio María Rouco Varela, arcebispo da capital espanhola. No encontro, apresentou o programa da JMJ, que começará em menos de 50 dias, com a participação de mais de um milhão de jovens.

“Sabemos que o Santo Padre perguntou se em Madri faz muito calor e tem muita esperança nos resultados do evento”, revelou o diretor executivo da JMJ, Yago de la Cierva. Também recordou que o número de participantes em geral é três vezes maior que o dos inscritos um mês antes, ou seja, os 400 mil indicados pelo cardeal Stanisław Ryłko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos. E, pela primeira vez em uma JMJ, o Papa confessará alguns jovens, nos jardins do Buen Retiro de Madri.

“Cada JMJ é uma grande semeadura evangélica – sublinhou o cardeal Ryłko –, um evento colocado sob a intercessão dos santos padroeiros da JMJ”, de maneira especial de João Paulo II, “que, com o título de beato, volta a encontrar-se com os jovens, a quem amou tanto”.

Os principais números revelados pelo cardeal Ryłko indicam que “se inscreveram formalmente mais de 400 mil jovens, número nunca alcançado em outras JMJ, dado que os jovens normalmente o fazem no último momento”.

Já se inscreveram, além disso, 14 mil sacerdotes, que acompanharão os jovens, 744 bispos, dos quais 263 dirigirão as catequeses aos jovens, em 250 lugares, em 30 idiomas. “Um autêntico Pentecostes!”, acrescentou o purpurado polonês.

E precisou que serão entregues 700 mil cópias, em 6 idiomas, do YouCat, um catecismo em forma de perguntas e respostas, pensando particularmente nos jovens. Por outro lado, 24 mil voluntários, provenientes de vários países, estarão comprometidos em diversos serviços. Muitos jovens passarão vários dias em 68 dioceses espanholas, mostrando como toda a Igreja na Espanha participa diretamente da experiência da JMJ.

O cardeal Ryłko recordou que a estes números é preciso acrescentar o daqueles que acompanharão o evento através de Mundovisión ou pela internet. O cardeal Rouco definiu como positiva a colaboração com as autoridades espanholas, em particular com o governo do presidente José Luis Rodríguez Zapatero. Yago de la Cierva afirmou, entre outras coisas, que a organização “se apoia em uma estrutura diocesana muito vasta, pois, do contrário, não teria podido ser realizada”. Além disso, conta com “uma grande plataforma civil: contribuições de jovens e menos jovens, instituições públicas e empresas”. A estrutura para as refeições em Madri utilizará tickets aceitos em mais de 6 mil restaurantes. De la Cierva precisou que os jovens deverão pagar dois terços dos gastos, pois não são considerados como crianças.

Entre os eventos culturais, o Museo del Prado oferecerá visitas gratuitas à sua famosa pinacoteca, com quadros de Rubens, El Greco, Velázquez, Zurbarán e Caravaggio. Também o cinema terá um papel especial. Na quarta-feira, 17 de agosto, na Calle Fuencarral, será instalado o JMJ Punto Cine, um espaço que convida os peregrinos e o público em geral a ver nos filmes as histórias de cristãos de sólida fé, com projeção de filmes, encontros e debates com diretores cinematográficos, atores e profissionais do mundo do cinema.

A voluntária Elsa Vázquez Maggio, de origem mexicana e nacionalidade australiana, revelou que “cerca de 50 voluntários trabalham em 18 idiomas nas redes sociais – como no Facebook –, nas quais informaram aproximadamente 160 mil pessoas” sobre o evento.

O responsável da secretaria-geral das inscrições, José Antonio Martínez Fuente, comentou que a Espanha concederá gratuitamente os vistos para os jovens que forem à JMJ e que a solicitarem apresentando uma carta do Comitê Organizador da JMJ.
MCS - GO SDS - 06/2011

27 de jun. de 2011

Teologia da comunicação

Maria Clara Lucchetti Bingemer

Todo o mistério cristão é um mistério de comunicação. Se a definição do Deus cristão é amor (cf. 1 Jo: Deus é amor), poderíamos dizer, sinonímicamente: Deus é comunicação.  E se a teologia é a ciência que estuda o mistério de Deus, ela se debruça, sem dúvida, sobre esse mistério santo, que é mistério de salvação que salva comunicando-se, revelando-se, dizendo seu nome e mostrando seu rosto.  Todo o mistério de nossa fé é um mistério de amor, portanto de comunicação.

O Cristianismo é uma religião revelada.  É a religião da revelação de Deus aos homens.  Para definir o Cristianismo, não encontramos expressão melhor do que dizer que é a religião da revelação de um Deus aos homens e mulheres. A revelação deste Deus, que foi recebida pelos homens e mulheres do povo de Israel e depois por muitos outros e outras e continua a ser recebida por nós hoje, está guardada por escrito num livro. O Cristianismo é, pois, uma religião da revelação e do livro.

Para o povo de Israel, a modalidade mais densa da Aliança de Deus com o povo se dá na fala de Deus ao povo por intermédio dos homens de Deus (1 Sam 2,27; Lc 16,29; 24,27; Is 6,8; Jer 1,9). Esta é uma experiência que penetra a totalidade do ser humano, que se autocompreende então enquanto  "ouvinte" submetido à Palavra divina, ao mesmo tempo em que  "boca" terrena de Javé‚.

 A história do povo bíblico com seu Deus vai ser, portanto, marcada por essa Palavra de Deus, essa Palavra que é o próprio Deus.  Os vários gêneros literários que formam o tecido polifônico do texto bíblico vão dar testemunho dos diversos ângulos pelos quais o Deus bíblico se autocompreende e se revela como Palavra.
A história da salvação narrada na Bíblia pelo povo de Israel tem para nós, cristãos, um centro: o evento Jesus Cristo.  Nele, a história gira sobre seus gonzos e recobre todo o arco do tempo.  A fé cristã proclama que Jesus Cristo é a promessa de Deus anunciada pela aliança com o povo de Israel e realizada na plenitude dos tempos. Proclama igualmente que essa aliança já aconteceu plenamente e nunca será revogada, mas que se consumará na plenitude derradeira da história, quando Deus será tudo em todos.  Jesus Cristo é o evento catacrônico que transfigurará o tempo histórico e o fará inteligível à luz do horizonte da Revelação de Deus.  Deus que se comunicou na história a um povo continua se comunicando agora a toda a humanidade em um homem que é divino e humano: Jesus de Nazaré. Jesus é o comunicador do Pai.

Após a morte e ressurreição de Jesus, Deus não nos deixou órfãos, mas nos deu o Espírito Santo que em nós é a garantia de que não estamos órfãos e continuamos a poder comunicar-nos plenamente com Deus, com Jesus Ressuscitado e uns com os outros.  A comunicação não só não se rompeu como se tornou mais plena. O Espírito é para nós o intérprete da comunicação de Jesus e do Pai. 

Em nossa origem mais remota está portanto, um mistério de comunicação e comunhão.  O mistério do Pai, do Filho e do Espírito Santo: um só Deus em tres pessoas distintas.  Nós, cristãos, cremos que nosso Deus não é alguém solitário, egoísta, fechado em um mundo de auto-suficiente glória e satisfação.  Trata-se, ao contrário, de um Deus que é comunhão de vida, participação de felicidade, família de amor, movimento de liberdade. Nosso Deus é comunhão-unidade de três pessoas distintas que se amam tanto e tão bem que são um só Deus.

A distinção das pessoas divinas não as leva a se dividirem e se isolarem umas das outras, mas, ao contrário, é exatamente nessa distinção que se encontra a riqueza de sua unidade. Por outro lado, a comunhão das três pessoas não as leva a se confundirem e se misturarem, mas, ao contrário, é precisamente nessa comunhão que se encontra a beleza de sua diversidade. Em suma, em Deus-Trindade, temos união que não é uniformidade, temos diversidade que não é divisão. É comunhão, mas não confusão. É distinção, mas não anarquia.

Somos filhos da comunhão e não da solidão.  Feitos para a comunicação com Deus e com os outros.  Só nos realizamos na comunicação do que somos e temos, porque Deus nos amou primeiro e se comunicou inteiramente a nós e toda a nossa vida só encontra sentido se é capaz de sair de si mesma e comunicar o amor d´Aquele que nos cria, salva e santifica: Pai, Filho e Espírito Santo.

MCS - GO SDS - 06/2011

24 de jun. de 2011

Audio-livro Sentinelas da Manhã

Boa tarde Sentinelas!!
Sem tempo para ler um livro? Então o que você precisa é de um audiolivro. Prático, ele combina com o dia-a-dia corrido das pessoas, principalmente dos jovens, que tem um ritmo de vida bastante acelerado, com atividades que integram trabalho e estudos.
E exatamente para os jovens será lançado neste final de semana, durante realização do ERJ – Encontro Regional de Jovens, em Porto Seguro/BA - o audiolivro “Sentinelas da Manhã – Um tempo novo para a juventude”. Com narração de Thiago Bergmann, o livro escrito por Fernando dos Santos Gomes é um completo guia de vida para os jovens que buscam viver uma vida direcionada aos ensinamentos da Igreja Católica.
Em breve, o audiolivro Sentinelas da Manhã será disponibilizados para venda.

MCS - GO SDS - 06/2011

23 de jun. de 2011

Dez motivos para se matricular nos cursos do IEAD

O Instituto de Educação a Distância da RCCBRASIL está encerrando mais um período de matriculas nos cursos. O prazo para se inscrever para “História da RCC”, “Sentinelas da Manhã”, “Formação para Pregadores” e “Amigos de Deus” termina amanhã, dia 24 de junho.
Veja abaixo, uma lista com dez motivos para se matricular em um dos cursos oferecidos. Não perca tempo, garanta sua vaga em uma das turmas.
1 - Educação on line, sem sair de casa
2 - Professores preparados e conhecedores dos assuntos abordados
3 - Baixo custo
4 - Conteúdo extra; além das aulas em vídeo, são disponibilizados fóruns de discussão e textos complementares
5 - Ensinamentos fundamentados na doutrina da Igreja Católica
6 - Ensinamentos com aspectos da identidade carismática
7 - Certificado de conclusão de curso emitido em parceria com a Associação Brasileira de Educação a Distância
8 - Monitores para responder dúvidas dos alunos
9 - Rotina de estudos totalmente adaptável às atividades do aluno
10 - Aptidão para exercer atividade nos Grupos de Oração e ministério com propriedade

MCS - GO SDS - 06/2011

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