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30 de mar. de 2015

Ministério para crianças: o início da vida cristã!


Oportunizar para que as crianças tenham uma experiência com Deus e se sintam amadas por Ele, através do ensino da fé católica. Esse é o objetivo do ministério para crianças na qual Andreia Salvadori atua como serva, na Renovação Carismática Católica (RCC). “A nossa missão é gerar uma consciência na comunidade, priorizando o respeito pela infância, para formar, cuidar e desenvolver desde cedo um relacionamento com Deus”, explicou.

6 de ago. de 2013

Jesus vai lhe revelar a Sua glória



“Pedro, então, disse a Jesus: ‘Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias’” (Lucas 9,33).

Hoje, celebramos a Festa da Transfiguração do Senhor. Esse acontecimento é tão importante, tão sublime que a Igreja a celebra como uma festa à parte de sua liturgia.
Antes da Sua Paixão, antes de passar por todos aqueles acontecimentos pascais de Seu sofrimento e de Sua morte, o Senhor antecipa Sua glória para Seus apóstolos. Ele sobe ao Monte Tabor e, ali, na presença de Pedro, Tiago e João, Jesus revela a Sua face transfigurada; mais do que isso, Ele revela a Sua messianidade, revela que é Cristo Messias, não por palavras, mas por aquilo que acontece.

13 de mai. de 2013

Padre Pio e Nossa Senhora de Fátima


Padre Pio exprimia diariamente a sua devoção especial por Nossa Senhora de Fátima, rezando de joelhos no Seu oratório do mosteiro, perante um grande quadro rodeado de velas acesas. De facto, atribuiu à Virgem de Fátima ter salvado a vida.
Em 1959, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima visitou a Itália. Na mesma altura, o Padre Pio adoeceu gravemente, tendo-lhe sido diagnosticado um tumor canceroso fatal. Em 6 de Agosto, a imagem de Nossa Senhora chegou a San Giovanni Rotondo. 
 Ergendo-se do seu leito de doente, o Padre Pio rezou perante a imagem e beijou-Lhe os pés. Quando a imagem foi levada de helicóptero, disse: "Ó minha Mãe, quando viestes a Itália, encontrastes-me com esta doença. Viestes para me visitar aqui em San Giovanni e encontrastes-me ainda sofrendo com ela. Agora estais de partida e eu não fiquei livre da minha doença!"

11 de mai. de 2013

Seja luz do mundo!


Sejamos luz para as nações que não conhecem o Senhor. Que através da nossa comunhão com Deus, possamos levar com nossas atitudes, e se forem preciso, com palavras, o Amor de Cristo por cada um de nós. Que com nossa juventude possamos incendiar esse mundo com o Espírito Santo de Deus!

A paz de Jesus!


MCS - GO SDS
Daiana Vieira Lopes  

10 de mai. de 2013

"Saibam ser atentos uns aos outros", diz Papa Francisco



Que não tenhamos em vista nossas próprias vontades e desejos, mas sim o do irmão que está próximo a nós. Em qualquer lugar que estejamos, estamos em contato com pessoas das mais variadas formas, costumes e valores. Porém, o que não podemos nos esquecer é de tratá-las assim como Jesus Cristo tratou seus semelhantes. Jesus sempre foi amigo de todos e ajudava a quem precisava. Que a exemplo de Jesus e também de Maria possamos seguir em um caminho rumo à Santidade de nossa juventude. 

Recordemos as palavras do nosso querido Papa Francisco:

''Saibam ser atentos uns aos outros, a se dar conta quando algum de vocês pode ter um momento de dificuldade. Estejam dispostos a escutá-lo, a estar-lhe próximo''

"Recordem-se bem disto: a fé que Deus lhes deu no dia do Batismo é o tesouro mais precioso que vocês têm!."
 

A paz de Jesus!

MCS - GO SDS
Daiana Vieira Lopes

9 de mai. de 2013

Quando a gente fica parecido com Deus?

 
Foto: paroquiadeaparecida.com.br

Todas as vezes que a gente reparte, divide, abaixa-se para ouvir aos outros , "desce" do nosso lugar para ficar mais perto das pessoas, assemelhamos-nos a quem nos criou e ama.
Todas as vezes que o amor for mais forte e importante; todas as vezes que eu souber, sem deixar de ser quem sou, colocar-me no lugar do outro para ouvir, compreender, escutar e amar, fico parecido com Deus!


Já pensou assim?


Por: Ricardo Sá
 

4 de fev. de 2013

Semana Missionária em São Sebastião do Caí

Descrição: http://www.rccbrasil.org.br/imagens/images/Projetos/sugestao%20banner1.jpg

Queridos sentinelas do Ministério Jovem, teremos as semanas missionárias em nossa Diocese no final desse mês de fevereiro.

Iniciaremos no dia 22/02/2013 (sexta) a noite com uma formação sobre missão.

Nos dias 23 e 24/02/2013 teremos a missão de visitação nas casas, com atividades ocorrendo na praça em frente a Igreja São Sebastião.

No dia 25/02/2013 (segunda) teremos a noite missionária ocorrendo no Grupo de Oração São Sebastião.

22 de jan. de 2013

Infalibilidade da Bíblia!

“A história do Evangelho foi inventada por prazer? Meu amigo, não é assim que se inventa…” (Rousseau)
Por A Catequista
 
BATMAN_SOCO_biblia_INFALIVEL

Com impacto comparável ao de “O Código Da Vinci”, o livro “O que Jesus Disse ? O que Jesus Não Disse? – Quem alterou a Bíblia e por quê” causou alvoroço e virou best-seller nos EUA. O autor, Bart D. Ehrman, alcançou o status de celebridade no mercado editorial americano.

No livro, ele defende que alterações graves foram feitas na Bíblia ao longo dos séculos pelos escribas, especialmente com a intenção de dar suporte aos dogmas católicos. Por isso, o acesso às palavras originais do Novo Testamento seria impossível ao homem contemporâneo. Enfim, mais um babaca pra gente desmascarar!

Ehrman foi apresentado no Brasil como “a maior autoridade em Bíblia do mundo”. É mesmo? Quem disse? A editora e a equipe de marketing dele, ora bolas! Bem, apesar da fanfarronice do título, currículo de peso o cara tem: é Ph.D em teologia pela Princeton University e diretor do Departamento de Estudos Religiosos da University of North Carolina.


23 de dez. de 2012

Moções ou inspirações particulares!

Dom Alberto Taveira fala da oração em línguas, repouso no Espírito e inspirações particulares
 
 
5 – Sobre as inspirações particulares: Em geral a liderança da RCC tem tido bastante bom senso no exercício dessas chamadas inspirações, ou moções. Junto com os dons da Palavra de Ciência e a Palavra de Sabedoria, a RCC se esmera em fazer uso do Dom do Discernimento Carismático. Podem ocorrer exageros e afoitas condutas? Claro que sim. Mas a realidade dos fatos logo “traz para a terra” aqueles espíritos mais atabalhoados, e que agem por impulsos meramente humanos, e de maneira até irresponsável. Na observância dos resultados práticos e dos frutos produzidos por tais inspirações é que a RCC busca aprender a deixar-se conduzir pelo Espírito, que – segundo a Apostolicam Actuositatem – distribui também aos leigos dons e carismas para capacitá-los a anunciar o Reino, com poder. É possível encontrar-se falsas moedas. Mas não vamos, com elas, jogar fora as legítimas, as verdadeiras. Em 2003, o Pontifício Conselho para os Leigos convidou a RCC a dar sua contribuição no Colóquio Internacional sobre a Oração para pedir de Deus a cura, realizado em Roma, sob os auspícios daquele Conselho, reconhecendo nela essa prudência.
 
II – Propostas:
a) Ao acompanhar a RCC, percebo que existe seriedade, busca de maior conhecimento teológico em suas lideranças e docilidade. Sugiro que a Comissão Episcopal de Doutrina promova um estudo sobre os Carismas e as práticas da RCC, com seus representantes. Pode até surgir uma nova e mais atualizada orientação pastoral.
 
b) Sugiro que os senhores bispos verifiquem em suas Dioceses os eventuais problemas, proporcionando uma orientação segura, através de um assistente diocesano que possa acompanhar de perto.
 
c) Nos Congressos Estaduais da RCC, seria muito oportuno que o Bispo do local em que o mesmo se realiza se fizesse presente com a apresentação de um tema de formação. Penso que “adotando a criança”, poderemos orientar melhor e os membros da RCC não se sentirão marginalizados, mas membros vivos das Igrejas particulares.
 
Dom Alberto Taveira
 
MCS - GO SDS - 12/2012

22 de dez. de 2012

Esclarecendo o repouso no Espírito

Dom Alberto Taveira fala da oração em línguas, repouso no Espírito e inspirações particulares

 
4 – Repouso no Espírito: O Documento 53, no número 65, aborda o tema e diz a respeito: “Em Assembléia, grupos de oração, retiros e outros reuniões evite-se a prática do assim chamado ‘repouso no Espírito’. Essa prática exige maior aprofundamento, estudo e discernimento”.
 
a) O Cardeal Suenens, que escreveu muito sobre a RCC e a apoiou, foi muito cauteloso em relação à prática do repouso no Espírito, recomendando reserva.
 
b) Pe. Robert De Grandis foi quem muito a divulgou aqui pelo Brasil e tem um livro sobre o assunto.
 
c) Pe. Antonello, da Arquidiocese de S. Paulo, pratica-o com bastante freqüência e também escreveu sobre o assunto.
 
d) Não há fundamentação bíblica consistente sobre ele, embora sua prática remonte aos grupos qualificados de entusiastas, especialmente nos grupos de reavivamento nos Estados Unidos entre os séculos XVII e XIX.
 
e) “O Espírito Santo, ao confiar à Igreja-Comunhão os diversos ministérios, enriquece-a com outros dons especiais, chamados carismas. Podem assumir as mais variadas formas, tanto como expressão da liberdade absoluta do Espírito que os distribui, como em resposta às múltiplas exigências da história da Igreja” . Em muitas ocasiões – especialmente quando praticado em atendimentos pessoais, em clima de oração –, de modo especial em atendimentos de oração por cura interior, essas manifestações se revelam perceptivelmente legítimas, sem componentes de perfil patológico, gerando em quem a experimenta profunda paz e bem estar, com conseqüente reavivamento ou novo compromisso, com os compromissos relativos à fé. Pe. Isaac Isaias Valle, por exemplo, de Porto Feliz, na Arquidiocese de Sorocaba, sacerdote muito estudioso e preparado doutrinariamente, atende as pessoas utilizando-se dessa prática.
 
f) Em muitas ocasiões – especialmente em grandes encontros – há um visível descontrole emocional da parte de muitos nos quais se manifesta tal fenômeno, chegando-se mesmo a identificáveis casos de histeria, seja por desequilíbrio de cunho psicológico. Como diz João Paulo II, “na verdade, a ação do Espírito Santo, que sopra onde quer, nem sempre é fácil de se descobrir e de se aceitar. Sabemos que Deus atua em todos os fiéis cristãos e estamos conscientes dos benefícios que provém dos carismas, tanto para os indivíduos como para toda a comunidade cristã. Todavia, também temos consciência da força do pecado e as confusões na vida dos fiéis e da comunidade.”
 
g) Assim, não é oportuno incentivar tal prática. Mas há vezes em que, sem que ninguém estimule, ocorre tal manifestação. Então, surge a oportunidade para cumprir o que determina o Documento 53, buscando aprofundar o entendimento sobre a matéria, pela observação com um estudo do caso, até perguntando à pessoa como é que ela está se sentindo, se aquilo lhe gerou paz, se o seu é um histórico sem comprometimentos outros, etc, para chegar a um discernimento sobre as características que possam nos ajudar a identificar a legitimidade do repouso.
 
MCS - GO SDS - 12/2012

21 de dez. de 2012

Dom da Oração em Línguas

Esclarecimentos sobre alguns pontos da RCC à CNBB


Em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sou o Assistente Espiritual do Conselho Nacional da Renovação Carismática Católica, um dos mais significativos Movimentos Eclesiais existentes em nosso tempo. Algumas interrogações me foram feitas por Dom Rafael Llano Cifuentes, Bispo de Nova Friburgo-RJ, proporcionando-me levar ao Conselho Permanente da CNBB alguns esclarecimentos, que podem servir a tantos irmãos e irmãos da RCC ou que desejam conhecê-la mais de perto. Eis o texto escrito que apresentei à 58ª Reunião do Conselho Permanente da CNBB:
 
 
Esclarecimentos sobre alguns pontos da RCC
Foi-me pedido para fazer uma breve comunicação a respeito de alguns pontos sobre a Renovação Carismática Católica. Escolhi dois caminhos, sendo o primeiro uma consulta feita aos coordenadores nacionais da RCC, aos quais encaminhei as perguntas feitas, com respostas que me foram apresentadas por Reinaldo Beserra, do Escritório Nacional da RCC e membro do Conselho Internacional da RCC – (ICCRS). Tais respostas correspondem e são plenamente assumidas por mim, por corresponderem ao que penso e às orientações que costumo oferecer à RCC. Em seguida, desejo apresentar algumas propostas.
 
 
I – Esclarecimentos solicitados pelo CONSEP, a pedido de Dom Rafael:
1. “Benefícios” da oração em línguas: Os carismas, sejam extraordinários ou humildes, são graças do Espírito Santo que têm, direta ou indiretamente, uma utilidade eclesial, ordenados como são à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo. Carismas são “manifestações do Espírito para proveito comum”. São dons úteis, instrumentos de ação, para servir à comunidade.
Conceituação:
 
a) “É um dom de oração cujo valor, enquanto ‘linguagem de louvor’, não depende do fato de que um lingüista possa ou não identificá-lo como linguagem no sentido corrente do termo”. É uma linguagem a-conceitual, que se “assemelha” às línguas conceituais. Não supõe absolutamente um estado de “transe” para praticá-la, não corresponde a um estado “extático”, e nem a uma exagerada emoção, permanecendo aquele que a pratica no total domínio de si mesmo e de suas emoções, pois o Espírito Santo jamais se apossa de alguém de modo a anular-lhe a personalidade.
 
b) É um dom que leva os fiéis a glorificar a Deus em uma linguagem não convencional, inspirada pelo Espírito Santo. É uma forma de louvar a Deus e uma real maneira de se falar e se entreter com Ele. Quando o homem está de tal maneira repleto do amor de Deus que a própria língua e as demais formas comuns de se expressar se revelam como que insuficientes, dá plena liberdade à inspiração do Espírito, de modo a “falar uma língua” que só Deus entende.
 
 
2. O “falar em línguas”, consignado nas Escrituras comporta três modalidades:
 
a) a oração em línguas, de caráter usualmente particular, pessoal, e que portanto não requer interpretação. Embora de caráter pessoal, ela pode ser exercitada também de modo coletivo, o que acontece nas assembléias onde todos exercem o “dom particular de orar em línguas”, ao mesmo tempo; obviamente, não supõe interpretação. No entanto, Deus – que ouve a oração que milhares de fiéis lhe dirigem concomitantemente de todos os cantos da Terra – por certo entende. Vale a intenção que está em nosso coração.
 
b) Essa oração também pode ser expressa em modalidade de canto, uma oração com uma melodia que não foi pré-estabelecida. Também essa modalidade não requer interpretação. A diferença em relação à modalidade anterior, é que aqui se trata de orar em línguas, mas num ritmo não falado, de expressão e cadência musical, de notas que se sucedem improvisadamente, numa modulação lírica com que se celebra as maravilhas de Deus. São cânticos que brotam geralmente nos momentos de louvor e adoração da assembléia, do grupo de oração, e que pouco tem em comum com os cânticos eclesiásticos tradicionais, ou também com os cantos de “composição artística”. Santo Agostinho, comentando as palavras do Salmo “Cantai ao Senhor um Cântico novo”, adverte que o cântico novo não é coisa “de homens velhos”. “Aprendem-no os homens novos, renovados da velhice por meio da graça, pertencentes ao Novo Testamento, que já é o Reino dos Céus. Por ele manifestamos todo o nosso amor e lhe cantamos um canto novo. Quando podes oferecer-lhe tamanha competência que não desagrade a ouvidos tão apurados?… Não busques palavras, como se pudesses dar forma a um canto que agrade a Deus. Canta com júbilo! Que significa cantar com júbilo? Entender sem poder explicar com palavras o que se canta com o coração. Se não podes dizer com tuas palavras, tampouco podes calar-te. Então, resta-te cantar com júbilo, se modo que te entregues a uma alegria sem palavras e a alegria se dilate no júbilo” .
 
c) Uma terceira modalidade do dom das línguas é aquela de uso essencialmente público, que quando é acompanhado do seu complemento, o dom da interpretação, tem como seu propósito a edificação dos fiéis e a convicção dos descrentes. Aqui o falar em línguas não assume o caráter de oração, mas de uma mensagem em línguas, dirigida à assembléia e não a Deus, como é o caso da oração, e que portanto requer o exercício do outro dom apontado por Paulo, o dom da interpretação. O Espírito dá a alguém a inspiração de “falar em línguas” em alta voz. Suas palavras contém uma mensagem espiritual para um ou mais ouvintes. A mensagem permanece incompreensível, enquanto não for interpretada. A mensagem interpretada assume, regularmente, as características de uma profecia carismática, que, segundo S. Paulo, edifica, exorta e consola a assembléia. Autores há que, em vista de maior clareza, dão outro nome a esta forma de falar em línguas. Chamam-na de “mensagem em línguas”, ou ainda de “profecia em línguas”. Em oposição ao “falar em línguas” durante a oração, este dom não está livremente à disposição da pessoa. Exige-se uma inspiração peculiar. Muitas vezes, ela está acompanhada de outra inspiração, a saber, num dos ouvintes que então “interpreta” a mensagem e a traduz em linguagem comum, para a comunidade. O dom de “falar mensagem em línguas” é um dom transitório manifestado vez ou outra nas reuniões de oração; e o Senhor pode servir-se ora deste, ora daquele, enquanto que o dom da interpretação geralmente é considerado permanente; é dom que pode ser pedido na oração.
 
 
3. Quando se deve orar em línguas? Só em atos próprios da RCC? Na TV para todos? Pode ser utilizada durante a Santa Missa, como parece ter acontecido na Oração dos fiéis nas missas de TV?
 
a) Sendo um dom do Espírito e um dom de oração, ele deveria ser permitido onde sempre é permitido orar. Nos atos próprios da RCC, o Documento 53, n. 25 da CNBB, já o levou em consideração.
 
b) Se a TV está transmitindo um ato próprio da RCC, não é possível “encenar” um comportamento que anule a identidade do Movimento. O exercício do carisma de orar em línguas é parte constitutiva da RCC. De nossa parte – os “carismáticos” – não temos de que nos envergonhar dessa prática, e nem temos nada a esconder. Somos assim. nossos Grupos de Oração estão sempre com as portas abertas, e qualquer um pode conferir lá o que somos e o que praticamos.
 
c) Na Santa Missa: Se são missas celebradas em atos específicos da RCC, parece-nos que sim, desde que se exercite essa oração nos momentos ditados pelo bom senso e pela orientação do celebrante, de modo respeitoso, profundamente oracional, não exibitório, especialmente como glorificação a Deus, como expressão de contrição, como petição, e como ação de graças.
 
d) A RCC tem clara consciência de que a Igreja, durante muito tempo, não se abriu à essa forma de se exercitar os carismas. Por isso ela sabe que, esse reavivamento de perfil pentecostal que se colocou em marcha no último século – especialmente a partir de Helena Guerra, que motivou Leão XIII a escrever uma Encíclica sobre o Espírito Santo, passando por João XXIII, que pediu um novo Pentecostes para a Igreja e a “renovação dos sinais e prodígios da aurora da Igreja”, bem como pelo Concílio Vaticano II, onde Deus, providencialmente, lançou as bases e os fundamentos que tornaram possível o surgimento e a fundamentação do Movimento Pentecostal Católico, até João Paulo II, com sua Dominum et Vivificantem, e a inspirada exortação pronunciada na celebração de Pentecostes de 29 de maio de 2004, que dizia: “Desejo que a espiritualidade de Pentecostes se difunda na Igreja como um impulso renovado de oração, santidade, comunhão e anúncio. [...] Abram-se com docilidade aos dons do Espírito Santo! Recebam com gratidão e obediência os carismas que o Espírito não cessa de oferecer!” – precisa ser acolhido com abertura de espírito e destemor, mas também com bom senso, com humildade, com respeito pelas diferentes opções de engajamento na pastoral orgânica da Igreja, em absoluta adesão à doutrina da Igreja Católica, não escandalizando por falta de decoro litúrgico ou religioso, dentro da ordem, mas também não deixando de ser fiel à vocação que Deus nos faz, de, nesses tempos, contribuir para “revelar à Igreja aquilo que já lhe é próprio: sua dimensão carismática”.
 
e) No rito do Sacramento da Crisma, ao final da Oração dos fiéis, o Bispo reza: “Ó Deus, que destes o Espírito Santo a vossos apóstolos e quisestes que eles e seus sucessores o transmitissem aos outros fiéis, ouvi com bondade a nossa oração e derramai nos corações de vossos filhos e filhas os dons que distribuístes outrora no início da pregação apostólica”.
 
f) É de se esperar que, recebendo tais dons, possamos exercitá-los, pois “da aceitação desses carismas, mesmo dos mais simples, nasce em favor de cada um dos fiéis o direito e o dever de exercê-los para o bem dos homens e a edificação da Igreja e do mundo, na liberdade do Espírito Santo, que ‘sopra onde quer’ e ao mesmo tempo na comunhão com os irmãos em Cristo, sobretudo com seus pastores, a quem cabe julgar sobre a autenticidade e o uso dos carismas dentro da ordem, não por certo para extinguirem o Espírito, mas para provarem tudo e reterem o que é bom”.
 
g) “Na lógica da originária doação donde derivam, os dons do Espírito Santo exigem que todos aqueles que os receberam os exerçam para o crescimento de toda a Igreja, como no-lo recorda o Concílio”.

MCS - GO SDS - 12/2012

17 de dez. de 2012

Bento XVI: O esporte pode educar para a competição espiritual


"O esporte é capaz de revelar o homem a si mesmo e aproximá-lo para compreender o valor profundo da sua vida", ressalta Bento XVI
 
 
O Papa Bento XVI recebeu nesta segunda-feira, 17, no Vaticano, a Delegação do Comitê Olímpico Nacional Italiano. Durante a audiência, o Pontífice destacou que o esporte pode educar as pessoas para a “competição” espiritual, de modo que os católicos  vivam na procura de vencer o mal pelo bem, a mentira com a verdade e o ódio pelo amor.

No início do seu discurso, o Papa lembrou a participação da Itália nos Jogos Olímpicos de Londres, realizados nos meses de julho e agosto deste ano e disse que as Olimpíadas foram uma ocasião para exercitar o respeito, a lealdade, a solidariedade, assim como, a alegria e a festa.
 

De acordo com o Santo Padre, o esporte é um bem educativo e que, na perspectiva do Concílio Vaticano II, deve contribuir  para aguçar o espírito do homem, permitindo às pessoas enriquecerem-se com o recíproco conhecimento e favorecendo as fraternas relações, como expressa a Constituição Apostólica Gaudeum et Spes.
A Igreja se interessa pelo esporte, disse o Papa, e considera que ele faz parte da essência do coração humano, encontrando-se com a educação, a formação humana e também com a espiritualidade.

“O atleta que vive integralmente a própria experiência faz-se atento ao projeto de Deus sobre sua vida, aprende a escutar a voz nos longos tempos de treinamento, a reconhecê-lo na face do companheiro, e também do adversário”, explicou o Pontífice.
Aos dirigentes e técnicos esportivos, o Santo Padre lembrou que são “chamados a serem testemunhas de boa humanidade, cooperadores com as famílias e as instituições formadoras da educação dos jovens, mestres de uma prática esportiva que seja sempre leal e límpida.”

Bento XVI também refletiu sobre o Ano da Fé com os atletas. Segundo ele, o mundo do esporte pode ser considerado um moderno “Pátio dos Gentios”, ou seja, uma oportunidade de encontro, aberta a todos, crentes e não crentes, para entender pessoas de diferentes culturas, línguas e orientações religiosas.

O Pontífice encerrou o discurso, oferecendo como modelo de vida aos atletas, a figura do jovem Beato, Pier Giorgio Frassati, que em sua vida, usufruiu das atividades esportivas também como meio de relacionar-se com Deus.

MCS - GO SDS - 12/2012

12 de dez. de 2012

Que o natal não seja só uma festa exterior

Fonte: RCC Brasil

altNo tempo do Advento a liturgia enfatiza, de modo particular, duas figuras que preparam a vinda do Messias: a Virgem Maria e João Batista. São Lucas nos apresenta este último, e o faz com características diferentes dos outros Evangelistas. "Todos os quatro Evangelhos colocam no início do ministério de Jesus a figura de João Batista e apresentam-no como o seu precursor. São Lucas colocou antes a conexão entre as duas figuras e as suas respectivas missões [...] Já na concepção e no nascimento, Jesus e João colocaram-se em relação entre si” (A infância de Jesus, 23).

Essa configuração ajuda a entender que João, enquanto filho de Zacarias e Isabel, ambos de famílias sacerdotais, não é apenas o último dos profetas, mas representa também todo o sacerdócio da Antiga Aliança e por isso prepara os homens ao culto espiritual da Nova Aliança, inaugurado por Jesus (cf. ibid. 27-28). Lucas também afasta qualquer leitura mítica que às vezes é feita dos Evangelhos e coloca historicamente a vida do Batista: "No décimo quinto ano do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador [...] enquanto eram sumos sacerdotes Anás e Caifás” (Lc 3, 1-2). Dentro deste quadro histórico reside o verdadeiro grande evento, o nascimento de Cristo, que seus contemporâneos não vão perceber. Para Deus os grandes homens da história formam o pano de fundo para os pequenos!
João Batista se define como a “voz que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas" (Lc 3, 4). A voz proclama a palavra, mas, neste caso, a Palavra de Deus precede, enquanto que é ela mesma que desce sobre João, Filho de Zacarias, no deserto (cf. Lc 3, 2). Ele, então, desempenha um grande papel, mas sempre em relação a Cristo. Santo Agostinho comenta: "João é a voz”. Do Senhor ao contrário se diz: "No princípio era o Verbo" (João 1, 1).

João é a voz que passa, Cristo é o Verbo eterno, que existia no princípio. Se tiras a voz da palavra, o que é que resta? Um som fraco. “A voz sem palavra atinge o ouvido, mas não edifica o coração” (Sermão 293, 3).

Nosso objetivo é dar hoje ouvido a essa voz para conceder espaço e acolhida no coração a Jesus, Palavra que nos salva. Neste Tempo de Advento, preparemo-nos para ver, com os olhos da fé, na humilde Gruta de Belém, a salvação de Deus (cf. Lc 3, 6). Na sociedade dos consumos, em que se busca a alegria nas coisas, o Batista nos ensina a viver de uma forma essencial, para que o Natal seja vivido não só como uma festa exterior, mas como a festa do Filho de Deus que veio para trazer aos homens a paz, a vida e a alegria verdadeira.

À materna intercessão de Maria, Virgem do Advento, confiamos o nosso caminho de encontro com o Senhor que vem, para estarmos prontos para acolher, no coração e em toda a vida, o Emanuel, o Deus-conosco.

MCS - GO SDS - 12/2012

12 de nov. de 2012

O pedido de perdão de João Paulo II – tudo o que a mídia não contou pra você

Fonte: O catequista

E aí meu povo,
Esta é a resposta a um comentário que surgiu recentemente no post “Sobre Bruxas Queimados e Neurônios Tostados“, no qual demonstramos que a Igreja jamais promoveu qualquer “caça às bruxas”.

Eis o comentário do leitor que nos acusa de falta de lógica:
intelectual_oculos“Discutir questões relacionadas a religião é uma pratica inútil, porém negar fatos históricos em que até mesmo o papa pediu desculpas é um pouco ilógico.”
Zé Sabichão (leitor real, nome fictício)
É um intelectual nato! Para comprovar o quanto é sábio, ele coloca o que ao final do comentário? O link de uma matéria da Folha. Eu mereço. Será que o palpiteiro, incapaz de citar uma fonte confiável, acha que eu não conhecia essa matéria tosca?  O cúmulo para ele em termos de sapiência e opinião mais confiável são os repórteres da Folha?  Faça-me um favor.
Pois bem, Zé. Eu conhecia esta matéria da Folha, e, para sua infelicidade, conheço muito mais: estudo inquisição há 20 anos. Hoje, posso tirar minhas próprias conclusões, todas científicas, baseadas na realidade invencível do que aparece na minha frente.
Observem o texto da Folha de São Paulo, publicado em 13/06/2004:
João Paulo 2º pede desculpas pela Inquisição
Conversas sobre julgamentos, bruxas queimadas e livros proibidos ecoaram no Vaticano nesta terça-feira, enquanto o papa João Paulo 2º pedia perdão pela Inquisição, quando a Igreja Católica torturou e matou pessoas consideradas heréticas.
O papa fez seu apelo em uma carta lida durante uma entrevista coletiva convocada para o lançamento de um livro sobre a Inquisição.
Ele repetiu uma frase de um documento de 2000, no qual pela primeira vez o papa pediu perdão pelos “erros cometidos a serviço da verdade por meio do uso de métodos que não têm relação com a palavra do Senhor”.
(…)O livro de 800 páginas lançado nesta terça-feira baseia-se nos discursos feitos no simpósio acadêmico patrocinado pelo Vaticano seis anos atrás.
Aparentemente nada de errado, certo? Não! COMPLETAMENTE ERRADO!!! Texto mal escrito, mal-intencionado e tendencioso. Em primeiro lugar, observem o título. Não é correto dizer que o Papa pediu desculpas pela Inquisição: ele somente pediu perdão pelos erros cometidos neste tribunal. Sim, é uma diferença de texto sutil, mas que altera muito o sentido da coisa! Em nenhum momento o beato condenou a Inquisição como um todo, e nem poderia: como veremos a seguir, ela teve muito mais acertos do que erros.

fonte_primariaHouve realmente pedido de desculpas do Papa? Evidente, cáspide! Cometeram-se barbaridades em nome da fé, mas ninguém – repito, absolutamente ninguém entre esses fulanos da imprensa – fez questão de investigar a verdade total dos fatos (como deveria ser o papel do jornalista sério).  A verdade é que, por meio da Santa Inquisição, a Igreja salvou muitas pessoas de uma morte horrível. Esta conclusão é resultado dos esforços de acadêmicos como o Professor Madden, o Professor Woods Jr., o Professor Konik, entre outros, que são historiadores honestos e extremamente gabaritados. Eles fundamentam seus estudos em FONTES PRIMÁRIAS, as únicas que podem basear pesquisas e conclusões precisas.

Veja bem, já vi despautérios em livros, dizendo que morreram 20 milhões de pessoas na Inquisição, cujas fogueiras, ao lado da peste, quase dizimaram a população da Europa… Esses escritores palpiteiros geralmente se baseiam em publicações de cretinos como Gibbons e Michelet, os mais modernosos em Peter Burke e Hobsbawn (embora esses dois não sejam medievalistas). Estes autores são absolutamente tendenciosos e não se baseiam em fontes primárias, como manda o bom manual do historiador (como ensinou Ranke).
O que o Papa realmente falou?
Esse texto da Folha foi descaradamente editado, veja aqui o que o papa falou (grifos nossos):
“Ante a opinião pública, a imagem da Inquisição representa de alguma forma o símbolo deste antitestemunho e escândalo. Em que medida esta imagem é fiel à realidade? Antes de pedir perdão é necessário conhecer exatamente os fatos e reconhecer as carências ante as exigências nos casos em que seja assim. Este é o motivo pelo qual o Comitê pediu a consulta de historiadores, cuja competência científica é universalmente reconhecida.”
Papa João Paulo II (Fonte: Zenit)
Pra ficar bem claro: João Paulo II não só pediu perdão, como também alertou que a imagem que as pessoas em geral têm sobre a inquisição pode estar errada.  Também convidou a todos a buscar a verdade dos fatos. E, para isso, ele abriu os arquivos do Vaticano a um comitê de 30 historiadores internacionalmente reconhecidos, que acabaram por derrubar muitos mitos e calúnias.
Por que esse trecho da mensagem do Papa não faz parte do título da matéria? Por que o trecho, pelo menos, não faz parte do corpo do texto? Resposta: não interessa. A Folha, pelo visto, não tem o menor interesse em abalar as certezas absolutas e imutáveis de seus leitores típicos; ela se limita a reforçar ideias preconcebidas.
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Matéria da Folha omite dados importantes
Agora vem a parte mais interessante. A matéria da Folha continua:
Mas a entrevista coletiva foi além disso.
Um mapa mostrou que a Alemanha registrou o maior número de “bruxos” e “bruxas” mortos por tribunais civis no começo do século 15.
Cerca de 25 mil pessoas da população de 16 milhões foram mortas.
Mas, em termos proporcionais, o recorde pertence a Liechtenstein, onde 300 pessoas, ou 10% dos 3.000 habitantes da região, foram mortas por bruxaria.
O professor Agostino Borromeo, editor do livro, disse que menos pessoas foram realmente mortas pela Inquisição do que geralmente se acredita.
Ele afirmou que apenas cerca de 1,8% das pessoas investigadas pela Inquisição espanhola foram mortas. Manequins foram queimados para representar os julgados à revelia e condenados à morte.
Certa do cansaço e da preguiça mental de seus leitores, a Folha coloca a informação crucial perdida no corpo do texto. A inquisição só levou à fogueira 1,8% dos indiciados (enquanto que a média de condenações dos tribunais não-religiosos da época era de 50%, vejam que diferença). A Folha em nenhum momento informa que esta conclusão é baseada em análise de fontes primárias, e não a mera opinião de um polemista maluco qualquer. É o resultado do trabalho científico de um historiador tarimbado, o Conde Borromeo.

AGORA VEM A PEGADINHA: reparem que a matéria está o tempo todo falando dos tribunais eclesiásticos, e de repente começa a falar dos milhares de “bruxos” e “bruxas” mortos dos pelos TRIBUNAIS CIVIS. É óbvio que muita gente vai confundir uma coisa com a outra! O leitor desatento – que, vamos combinar, corresponde a 90% dos casos – vai colocar estas mortes na conta da Igreja. Ele não perceberá que estes números NADA TÊM A VER COM A INQUISIÇÃO (e muitas vezes não têm relação nem mesmo com os civis católicos, já que grande parte desses tribunais eram protestantes).

antolho_midiaE a coisa fede cada vez mais. O texto da Folha dedica diversas linhas para descrever os números dos tribunais civis, mas, curiosamente, omite os números de condenados por bruxaria pelos tribunais da Inquisição. Estranho, não? Será porque estes números são baixos demais, e não satisfazem a cota de sangue e crueldade desejados pelos jornalistas “imparciais” da Folha?
É, no mínimo, tendencioso ignorar esses dados importantíssimos, trazidos à tona naquela ocasião pelo professor Borromeo:
  • dos 125.000 processos de sua história, a Inquisição Espanhola condenou à morte 59 “bruxas”;
  • na Itália, foram 36 pessoas condenadas por bruxaria;
  • em Portugal, foram 4 condenações por bruxaria.
Como vemos, tem jornal que, para os humanos, cumpre a mesma função que os antolhos nos cavalos: tapam a visão dos diversos ângulos e só permitem que o sujeito olhe para uma única direção.
E a matéria da Folha continua…
O cardeal Georges Cottier foi questionado por que o Vaticano não condenou papas anteriores que permitiram a Inquisição.
“Quando pedimos perdão, não condenamos. Estamos todos condicionados pela mentalidade de nosso tempo. Daqui a 50 anos, podemos ser acusados de não ver certas coisas”, disse.
Por que João Paulo II tinha que condenar, admoestar ou passar um pito na memória de Gregório IX? Não havia por que. O que esses caras querem? Simples, querem que a Igreja assuma culpas até de coisas que ela não fez, assuma que esta errada em defender sua ortodoxia, assuma, inclusive, que ela foi muito malvada em botar um freio no autoritarismo dos barões, que, antes da criação do Tribunal da Inquisição, acusavam de heresia e matavam a quem bem entendiam.
Enfim, os detratores da Igreja buscam deturpar e se aproveitar desse ato de lealdade e coragem – o pedido de perdão pelos erros de seus membros – para confirmar os seus preconceitos. Porém, como vimos, qualquer pessoa de mente aberta e com mais de dois neurônios em atividade pode reconhecer essas mentiras e chegar aos fatos.
*****
Não somos ingênuos a ponto de imaginar que convenceremos o leitor Zé Sabichão a pensar de modo diverso. Mas consideramos que a resposta ao seu comentário poderia ser útil aos nossos amigos católicos, para que se previnam e saibam se defender deste tipo de ataque. Quanto ao comentário do Zé, este foi devidamente rejeitado e encaminhado para a lixeira.
olavo_de_carvalho“Na esmagadora maioria dos seres humanos, o abismo entre o percebido e o pensado continua imenso e praticamente intransponível. No caminho que vai dos sentidos ao raciocínio, eles se perdem na trama da imaginação. Vêem a realidade com os olhos da cara, mas não conseguem pensá-la. Pensam outra coisa, sugerida pela imaginação ou repetida pelo automatismo da memória. Mas não sabem que estão fazendo isso.”
Professor Olavo de Carvalho
É nesse abismo intelectual que vivem hoje muitas pessoas em nosso país. Os jornalistas e editores que seguem a cartilha do iluminismo e do marxismo sabem muito bem que a superficialidade e a incapacidade de concentração das pessoas que ficam tempo demais na internet não permite que elas prestem a devida atenção nos detalhes.
wagner_moura_capitao_nascimento_tropaMas nem todos estão distraídos. Nem todos aceitam engolir a papinha venenosa de informações fáceis da mídia. Amigos, busquemos sempre alimento sólido (espiritual e intelectual), oremos e vigiemos, até que o Senhor venha de novo em Sua Glória.
Obrigado a todos pela atenção e fiquem com Deus.
*****
Fontes (como deve ser):
Woods Jr., Thomas. A Igreja Católica: Construtora da Civilização Ocidental. Ed. Quadrante.
Vauchez, André. A Espiritualidade na Idade Média Ocidental –  Sec. VII ao XIII. Jorge Zahar Editor.
Site da Agência de Notícias Zenit. Carta de João Paulo II sobre a Inquisição. 16/06/2004
Blog Cultura Sem Censura. Inquisição, como se mente a respeito
Site do Vaticano. Memória e Reconciliação – A Igreja e as culpas do passado
 
MCS - GO SDS - 11/212

8 de nov. de 2012

Catolicismo “Iluminado”

Há tantos neo-agnósticos universitários quanto católicos “iluminados”. O ponto comum destes dois fenômenos é um só: a crise de fé. Não da fé pessoal, mas da fé apostólica. O Credo Apostólico é o remédio contra a doença que toma parte de nossos contemporâneos.
Fonte: Humanitatis
Assim como o neo-agnóstico, que na maioria dos casos é um crente cagão, um outro fenômeno tem acontecido em torno das igrejas, com pessoas com as quais lidamos e amamos. Dessa vez, porém, o fenômeno parece predominar entre os católicos, muito embora nada obsta que ocorra também em outros credos. Trata-se do fenômeno que ocorre a certo grupo de católicos, que tem “a experiência derradeira”, encontram “a verdade da religião”. Por isso, denominam-se católicos “iluminados” ou “esclarecidos”.

Para o cristão “iluminado”, as Cruzadas são um absurdo. Afinal, o que vai se pregar senão mais um perspectiva em meio a outras? Nada mais falso.
Os cristãos “esclarecidos” geralmente são pessoas que foram educadas (desde o berço ou já na adolescência e idade adulta) no cristianismo, mas especialmente no catolicismo, aprenderam algo da doutrina católica sobre metafísica, antropologia, cosmologia, além de – obviamente – eclesiologia, soteriologia, cristologia e todos esses tratados importantes da filosofia e da teologia. Mas então, como que por um milagre – se eles ainda acreditassem nesse conceito “medieval” -, algo novo aconteceu. Eles “descobriram” que toda religião é “do Espírito”. Assim, com “E” maiúsculo mesmo. O católico iluminado percebe que toda a organização cristã é empulhação, é um jeito de um grupo (o clero) dominar o resto do povo (os leigos). Então, esse indivíduo mui refinado, que estudou filosofia, teologia e línguas graças à Igreja, tem visão esclarecedora: seguir Cristo, mas sem a Igreja; cristianismo, sim, mas em “Espírito”. Ele nem desconfia que o pressuposto de seu original entendimento (clero versus leigo) é já premissa cripto marxista, premissa essa que necessita ser demonstrada e não aceita sem explicação, pois a mera aceitação cega desta distinção denuncia justamente que o “iluminismo” desses católicos dura muito pouco.

O Católico “Iluminado” olha de cima para o povo nas paróquias, olha de cima para a piedade dos mais velhos, olha de cima para a fé do homem simples. No seu coração ele diz: “se soubessem o que eu sei, não seguiriam esse pilantra aí na frente”. Será que o católico iluminado acha mesmo que não sabemos que todo sacerdote tem pés de barro? Será que “o esclarecido” acredita tanto na sua autoproclamada sabedoria que pensa que não sabemos dos males que afligem a Igreja? O que ele terá visto em Roma, no Vaticano, na Terra Santa ou em qualquer outro lugar que não se possa encontrar, em menor escala, em qualquer paróquia do interior do país? A única informação realmente relevante, que justificaria seu olhar desdenhoso para com a fé do povo simples, era visitar o Santo Sepulcro e não encontrar o túmulo vazio. Afora esse dado simplesmente inovador, todo saber e conhecimento alcançados pelo “esclarecido” católico sem fé são apenas conteúdos sem forma, são testemunho da cisão entre razão e fé.

Há tantos neo-agnósticos universitários quanto católicos “iluminados”. O ponto comum destes dois fenômenos é um só: a crise de fé. Não da fé pessoal, mas da fé apostólica. O Credo Apostólico é o remédio contra a doença que toma parte de nossos contemporâneos. O dogmatismo dos “iluminados” e o ceticismo dos neo-agnósticos têm no Absoluto um limite e um porto seguro para a reflexão humana.

MCS - GO SDS - 11/2012

2 de out. de 2012

Jesus teve esposa?!

Recentemente veio à tona uma notícia surpreendente: uma estudiosa da língua copta, Karen King, professora na Harvard Divinity School divulgou num Congresso na Universidade La Sapienza de Roma um pequeno fragmento de papiro (3,8 cm. X 7,6 cm.) proveniente do século IV do Egito, no qual se lê: «E Jesus disse-lhes: a minha esposa». De modo inacreditável, a partir dessas palavras, alguns concluíram que Jesus Cristo foi casado (talvez com Maria Madalena), algo que contraria os Evangelhos (escritos na Palestina aproximadamente 20 anos depois da morte dele) e a razão de muita gente.

Para esclarecer essa polêmica, sugiro que leiam o artigo Se Jesus teve “esposa”, como se justifica o celibato dos padres?

O texto é um pouco longo, mas vale a pena ler!

MCS - GO SDS - 10/2012

27 de set. de 2012

Poligamia: por que não pode mais?


Fonte: O Catequista

Intrigante…no Antigo Testamento vários heróis bíblicos viviam com mais de uma mulher: Abraão, Jacó, Davi, Salomão… E aí, por que Deus permitia isso naquela época, e hoje não permite mais? O que mudou?

poligamiaÉ importante que fique claro: Deus nunca aprovou a poligamia, Ele apenas a tolerou por um determinado tempo, durante a “infância espiritual” do povo hebreu. Porém, já no Antigo Testamento, o profeta advertia:
“Guarde-se também o rei de multiplicar suas mulheres, para que não suceda que seu coração  e desvie (de Deus).”
(Deuteronômio, 17,17)
O plano original de Deus para o casamento nunca incluiu a poligamia. Porém, quando o Senhor estabeleceu a Primeira Aliança com os hebreus, eles tinham uma consciência moral ainda muito precária, afinal, foram séculos de convivência com povos pagãos. Por isso, Deus decidiu fazê-los compreender certas coisas pouco a pouco: enquanto os pecados mais abomináveis foram combatidos com muito vigor – como o assassinato, o roubo, o incesto, a idolatria etc. –, a poligamia foi temporariamente tolerada, assim como o divórcio.
“Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés o permitiu: a princípio, porém, não era assim”. (Mateus 19,8)
Vamos comparar com o exemplo da catequese dos índios na época da colonização do Brasil: os nativos andavam nus, mas os jesuítas não chegavam, logo de cara, mandando a galera se vestir. Se assim fizessem, certamente não seriam compreendidos. Pedagogicamente, eles a princípio faziam vista grossa para a nudez do povo, priorizando o ensino das questões de fé mais urgentes e essenciais. Só depois é que orientavam sobre a importância do uso das roupas.

poligamia_bolo_casamentoNem a Bíblia nem a Tradição da Igreja especificam porque Deus tolerou a poligamia no A.T., mas, além da dureza do coração do povo, podemos imaginar que havia outro forte motivo. Naquela época, uma mulher sem um homem – pai ou marido – ficava numa situação social e econômica muito crítica, estando sujeita à mendicância e à prostituição.

Para entendermos melhor, consideremos uma jovem viúva nos dias de hoje, com dois filhos pequenos para criar. É muito provável que ela consiga sustentar a sua família sozinha, com o seu trabalho. Entretanto, uma viúva na época no A.T. correria grande risco de passar fome, pois as mulheres não eram economicamente ativas. Além disso, não sendo mais virgem, teria muitas dificuldades para se proteger de abusos sexuais (isso explica a insistência dos profetas sobre a obrigação de ajudar os órfãos e as viúvas).

A poligamia sempre contrariou a vontade de Deus, e isso nunca mudou. Mas naquela circunstância específica, ainda não fosse o ideal, havia o atenuante de ampliar a oferta de maridos para as mulheres desamparadas e necessitadas de casamento.
 
Monogamia no N.T.: Jesus veio levar a lei à perfeição
Era preciso que o plano de Deus sobre o casamento se cumprisse na vida de seu povo, e que a poligamia fosse extinta. No Novo Testamento, Jesus veio para dar à lei o seu pleno cumprimento. E, a partir da vinda do Espírito Santo, o povo de Deus pôde ser capaz de compreender muitas coisas. Por isso, o Mestre disse na Última Ceia:
“Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade…” (João 16,12)
Na comunidade cristã primitiva, já era clara a consciência de que um homem deveria ter uma só mulher, e vice-versa. Na carta de São Paulo a Timóteo, entre as características necessárias para um candidato a bispo, o santo cita o casamento monogâmico:
“É preciso, porém, que o dirigente seja irrepreensível, esposo de uma única mulher, ajuizado…” (I Timóteo, 2)
Em toda a Escritura, fica evidente o paralelo entre a relação de marido e esposa e o amor de Deus pelo seu povo, pela Sua Igreja. Assim como Cristo possui uma só Esposa, a Santa Igreja Católica, os maridos devem possuir uma só esposa.

MCS - GO SDS - 09/2012

26 de set. de 2012

Espiritismo e catolicismo: incompatibilidade total


Um leitor identificado apenas como "Josè" enviou-nos o seguinte comentário ao post "O cristianismo e o espiritismo são compatíveis?":

"oi voz da igrija.

voces afirmam que jesus em sua palavra disse ao bom ladrao na crus "AINDA HOJE estarás comigo no Paraíso". como voces explicam a palavra do proprio jesus quando aparesce a MARIA madalena tres dias depos de sua morte afirmando que aida nao avia subido para o pai ou seja jesus nao foi no dia de sua morte ao paraiso como poderia ter levado o bom ladrao no dia ao ceu"


A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo seja sobre a sua vida, José!

É curiosa a maneira como você conseguiu pinçar, no meio de um longo texto repleto de comprovações lógicas e teológicas, um pequeno detalhe que lhe pareceu não fazer sentido. Vamos esclarecer este pequeno ponto, para que não fique sombra de dúvida a respeito da questão central deste artigo: cristianismo e espiritismo são 100% incompatíveis, e não existe a menor possibilidade de um católico frequentar o espiritismo de boa consciência, a não ser por pura ignorância.

A explicação pra a questão que você trouxe está num fato bastante simples: o tempo, fora do mundo físico em que nós vivemos, simplesmente não existe. Da perspectiva da eternidade, não há mais ontem, hoje e amanhã; só há o eterno agora. Por isso, o texto sagrado adverte: "Amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia" (2Pedro 3,8).

Isso não muda em nada o ponto central da declaração de Jesus: "Ainda hoje estaremos juntos"! O Senhor NÃO diz, de modo algum, que aquele bom ladrão precisaria reencarnar uma infinidade de vezes para alcançar a Luz, nem nesta passagem e nem em nenhuma outra.

Jesus Cristo sempre ensinou abertamente, sem se preocupar em contrariar ou chocar a sociedade do seu tempo. Veja que um conceito tão fundamental quanto o da reencarnação, - que para os espíritas seria a lei espiritual magna, da qual ninguém escapa, - jamais poderia ter sido esquecida na fala do Cristo.

Pela doutrina do espiritismo, apesar de aquele homem ter se convertido e se arrependido dos seus pecados na hora da morte, ele não estaria suficientemente "evoluído" para chegar a um "plano superior" só por confessar a sua fé, e precisaria "reencarnar-se" novamente várias vezes.

No entanto, Jesus lhe deu a sentença final: ele já está salvo! Evidentemente, é isso que "ainda hoje estaremos juntos" quer dizer.

Segundo o cristianismo, a salvação da pessoa não pode ser alcançada por seus méritos próprios. A salvação é GRAÇA DE DEUS, é Dom de Deus.

A doutrina da reencarnação insiste na auto-realização, na auto-salvação, enquanto nós cremos que Deus nos salva por seu Amor e por seu perdão gratuito.

Assim, não seria viver muitas vidas que nos permitiria chegar à perfeição, pois só Deus é Perfeito. Nós jamais poderíamos "evoluir" renascendo muitas vezes sob diferentes identidades, esquecendo na vida presente tudo o que fomos e fizemos em nossas "encarnações" passadas, porque o aprendizado é um processo cumulativo.

Os escritores do Novo Testamento afirmam que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados, venceu a morte e, assim, nos garantiu a Vida Eterna. Ora, se houvesse reencarnação, para que precisaríamos de um Redentor? Nós mesmos, por nossos próprios méritos, alcançaríamos a perfeição e a salvação.

Logo, a reencarnação contradiz a base fundamental do Cristianismo, que é crer e aderir a Jesus Cristo como Deus Salvador.

** Para saber mais a respeito da crença na reencarnação, sua história e implicações filosóficas e teológicas, acesse este link.

Esperando ter lançado luz sobre a questão, desejo-lhe bençãos.

Henrique Sebastião

MCS - GO SDS - 09/2012

11 de set. de 2012

SOB PRESSÃO

 
  A resiliência é um conceito emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico. 
  Estudiosos afirmam que a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém se depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades. 

Fatores 

Administração de emoções 

Refere-se à habilidade de se manter sereno diante de uma situação de estresse. Ressalta que pessoas resilientes quanto a esse fator são capazes de utilizar as pistas que leem nas outras pessoas para reorientar o comportamento, promovendo a autorregulação. Quando essa habilidade é rudimentar, as pessoas encontram dificuldades em cultivar vínculos e, com frequência, desgastam no âmbito emocional aqueles com quem convivem em família ou no trabalho. 

Controle dos impulsos 

Um segundo fator é o controle de impulsos, que se refere à capacidade de regular a intensidade de seus impulsos no sistema neuromuscular (nervos e músculos). É a aprendizagem de não se levar impulsivamente pela experiência de uma emoção. O autor explicita que as pessoas podem exercer um controle frouxo ou rígido do seu sistema muscular, visto que esse sistema está vinculado à regulação da intensidade das emoções. Dessa forma, a pessoa poderá viver uma emoção de forma exacerbada ou inibida. O controle de impulso garante a autorregulação dessas emoções ou a possibilidade de dar a devida força à vivência de emoções, tornando o grau de compreensão do autor mais sensivel e apurado mediante a situação. 

Otimismo 

Um terceiro fator é otimismo. Nesse fator, ocorre na resiliência a crença de que as coisas podem mudar para melhor. Há um investimento contínuo de esperança e, por isso mesmo, a convicção da capacidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão esteja fora das mãos. 

Análise do ambiente 

O quarto fator é a análise do ambiente. Trata-se da capacidade de identificar precisamente as causas dos problemas e das adversidades presentes no ambiente. Essa possibilidade habilita a pessoa a se colocar em um lugar mais seguro ao invés de se posicionar em situação de risco. 

Empatia 

A empatia é o quinto fator que constitui a resiliência, significando a capacidade que o ser humano tem de compreender os estados psicológicos dos outros (emoções e sentimentos)(colocar se no lugar do outro). 

Autoeficácia 

Autoeficácia é o sexto fator, que se refere à convicção de ser eficaz nas ações propostas. 

Alcance de pessoas 

O sétimo e último fator constituinte da resiliência é alcançar pessoas. É a capacidade que a pessoa tem de se vincular a outras pessoas para viabilizar soluções para intempéries da vida, sem receios e medo do fracasso.
 
MCS - GO SDS - 09/2012

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