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17 de dez. de 2012

Bento XVI: O esporte pode educar para a competição espiritual


"O esporte é capaz de revelar o homem a si mesmo e aproximá-lo para compreender o valor profundo da sua vida", ressalta Bento XVI
 
 
O Papa Bento XVI recebeu nesta segunda-feira, 17, no Vaticano, a Delegação do Comitê Olímpico Nacional Italiano. Durante a audiência, o Pontífice destacou que o esporte pode educar as pessoas para a “competição” espiritual, de modo que os católicos  vivam na procura de vencer o mal pelo bem, a mentira com a verdade e o ódio pelo amor.

No início do seu discurso, o Papa lembrou a participação da Itália nos Jogos Olímpicos de Londres, realizados nos meses de julho e agosto deste ano e disse que as Olimpíadas foram uma ocasião para exercitar o respeito, a lealdade, a solidariedade, assim como, a alegria e a festa.
 

De acordo com o Santo Padre, o esporte é um bem educativo e que, na perspectiva do Concílio Vaticano II, deve contribuir  para aguçar o espírito do homem, permitindo às pessoas enriquecerem-se com o recíproco conhecimento e favorecendo as fraternas relações, como expressa a Constituição Apostólica Gaudeum et Spes.
A Igreja se interessa pelo esporte, disse o Papa, e considera que ele faz parte da essência do coração humano, encontrando-se com a educação, a formação humana e também com a espiritualidade.

“O atleta que vive integralmente a própria experiência faz-se atento ao projeto de Deus sobre sua vida, aprende a escutar a voz nos longos tempos de treinamento, a reconhecê-lo na face do companheiro, e também do adversário”, explicou o Pontífice.
Aos dirigentes e técnicos esportivos, o Santo Padre lembrou que são “chamados a serem testemunhas de boa humanidade, cooperadores com as famílias e as instituições formadoras da educação dos jovens, mestres de uma prática esportiva que seja sempre leal e límpida.”

Bento XVI também refletiu sobre o Ano da Fé com os atletas. Segundo ele, o mundo do esporte pode ser considerado um moderno “Pátio dos Gentios”, ou seja, uma oportunidade de encontro, aberta a todos, crentes e não crentes, para entender pessoas de diferentes culturas, línguas e orientações religiosas.

O Pontífice encerrou o discurso, oferecendo como modelo de vida aos atletas, a figura do jovem Beato, Pier Giorgio Frassati, que em sua vida, usufruiu das atividades esportivas também como meio de relacionar-se com Deus.

MCS - GO SDS - 12/2012

10 de dez. de 2012

Advento e evangelização


Igreja Católica do Brasil desenvolve a sua Campanha para a Evangelização

Fonte: ZENIT

Estamos no tempo litúrgico do Advento,que é um tempo de vigilância e de espera para atualizarmos em nossa história Aquele que veio, virá e vem: JesusCristo, o Senhor! Veio a primeira vez na fragilidade; virá uma segunda vez na glória, mas a cada dia podemos encontrá-Lo em cada irmão ou irmã. É o Mistérioda da Encarnação,que agora nos preparamos para celebrar!

É nesse tempo que a Igreja Católica do Brasil desenvolve a sua Campanha para a Evangelização como um tempo de despertar-nos e alimentar-nos com a consciência missionária e o compromisso evangelizador.

Iniciamos essa campanha no Domingo de Cristo Rei, e ela se estende até o 3º Domingo do Advento, domingo da Alegria (Gaudete), quando teremos a Coleta Nacional pela Evangelização.

O Advento ajuda-nos, assim, a aprofundar a nossa responsabilidade evangelizadora que é tão necessária na Igreja, sendo que cada um de nós é responsável pelo anúncio do Evangelho de Jesus Cristo aos irmãos e irmãs.

Talvez seja essa uma das maiores lacunas que temos em nossa caminhada eclesial: a consciência missionária e evangelizadora. Sermos permanentemente missionários e em todas as circunstâncias e ambientes.Não podemos colocar apenas na responsabilidade de alguns o trabalho das missões; somos nós, todos os batizados, os responsáveis e animadores para que em nossas comunidades e na sociedade a Palavra de Deus seja a luz no caminho de tantas pessoas que estão ao nosso redor.

É claro também que essa tarefa tem uma dimensão universal, como é o significado de nossa catolicidade, e não se resume apenas no trabalho local, mas é em nossas comunidades onde vivemos e onde iniciamos essa missão.

A Campanha para a Evangelização deste ano tem como tema: “Eu vi e dou testemunho: Ele é o Filho de Deus” (Jo 1, 34), que, como sabemos, está inspirado no contexto destes tempos de nova evangelização, Ano da Fé e caminhada para a Jornada Mundial da Juventude. Para nós esse tema e momento nos ajuda ao entusiasmo em nossa caminhada arquidiocesana inspirados em nosso plano de Pastoral de Conjunto e também nos textos da V Conferência do Episcopado LatinoAmericano e Caribenho, realizada em Aparecida, no Estado de São Paulo, de 1º a 31 de maio de 2007 quando esteve entre nós o Papa Bento XVI. Agora que nos preparamos novamente para acolhe-lo na Jornada Mundial da Juventude, esse tema nos une ao lema da JMJ Rio 2013: “Ide e fazei discípulos entre as nações” (Mt 28,29). Somos Discípulos Missionários e com isso entendemos que,cada um de nós, ao fazer uma verdadeira experiência do seguimento de Cristo em sua vida é, ao mesmo tempo, com certeza, um animado apóstolo! “Quem encontrou Jesus Cristo e se deixou cativar por Ele não pode deixar de comunicar isso também aos outros”!

O anúncio do Advento é que estamos nos preparando para o grande presente que Deus enviou ao mundo: Seu filho Jesus!

Ao acolher esse grande dom não podemos ficar sem uma resposta generosa. Aquele que veio na plenitude dos tempos e virá no final dos tempos é o mesmo que vem para habitar em nossas vidas e na sociedade.

A Campanha para a  Evangelização dá-nos essa possibilidade: a nossa resposta aos presentes que recebemos de Deus. E uma maneira de vivermos intensamente a missão evangelizadora será a partilha que faremos no próximofinal de semana – 3ºdomingo do Advento –com a Coleta para a Evangelização.

A Coleta para a Evangelização é realizada em todas as comunidades, capelas, igrejas, locais de culto,celebrações da Igreja Católica no Brasil, e destina-se a ajudar na missão evangelizadora da Igreja.

Todos nós sustentamos a missão eclesial, seja com a nossa participação missionária, seja com a nossa ajuda financeira.

Todas as coletas do próximo final de semana são destinadas a isso. Esses recursos serão repartidos para os Regionais da CNBB, para a CNBB Nacional e para as Dioceses. Em nossa Arquidiocese, a parte que fica para nós é entregue à Coordenação de Pastoral para o sustentamento dos trabalhos de implantação do Plano de Pastoral e outras situações de necessidade.

A nossa Igreja ainda depende muito da ajuda de outros irmãos e irmãs e há vários países que nos ajudam nas construções de Igrejas, nos trabalhos sociais, na aquisição de veículos e também na organização pastoral. Sentimos a necessidade de dar um passo no país, quando bastaria o mínimo de ajuda de cada católico na coleta para a evangelização e teríamos o necessário para a missão da Igreja durante um ano. Precisamos cada vez mais fazer a experiência da partilha entre nós e em nossas comunidades.

Todos podem acessar os textos, cartazes, spots e demais materiais da Campanha da Evangelização deste ano pelo site da CNBB.

Eis um grande desafio para todos nós: a nossa autossustentação e a partilha com outras comunidades que necessitam melhorar ainda mais a missão evangelizadora. “Com nossa doação generosa ajudaremos nossa Igreja Católica a evangelizar mais e melhor”.

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

MCS - GO SDS - 12/2012

18 de out. de 2012

Fé e a Igreja

Ninguém pode crer só para si mesmo, como também ninguém consegue viver só para si mesmo. Recebemos a fé da Igreja e vivemo-la em comunhão com todas as pessoas com quem partilhamos a nossa fé. O “eu” e o “nós” da fé remetem-nos para os dois símbolos da fé da Igreja, pronunciados na Liturgia: o Símbolo dos Apóstolos, que começa com (“eu creio”) ( Credo), e o grande Símbolo Niceno-Constantinopolitano, que, na sua forma original, começava com credimus (“nós cremos”).

A fé é aquilo que uma pessoa tem de mais pessoal, mas não é um assunto privado. Quem deseja crer tem de poder dizer tanto “eu” como “nós”, pois uma fé que não possa ser partilhada e comunicada seria irracional. Cada crente dá o seu consentimento ao Credo da Igreja. Dela recebeu a fé. Foi ela que, ao longo dos séculos, lhe transmitiu a fé, a guardou de adulterações e a clarificou constantemente. Crer é, portanto, tomar parte numa convicção comum. A fé dos outros transporta-me, como também o fogo da minha fé incendeia os outros e os fortalece. [YouCat 24]

Não foi sem razão que, nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória o Credo. É que este servia-lhes de oração diária, para não esquecerem o compromisso assumido com o Batismo. Recorda-o, com palavras densas de significado, Santo Agostinho quando afirma numa homilia sobre a redditio symboli (a entrega do Credo): «O símbolo do santo mistério, que recebestes todos juntos e que hoje proferistes um a um, reúne as palavras sobre as quais está edificada com solidez a fé da Igreja, nossa Mãe, apoiada no alicerce seguro que é Cristo Senhor. E vós recebeste-lo e proferiste-lo, mas deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele».

Papa Bento XVI - Porta fidei

16 de out. de 2012

Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões 2012



Mensagem
Chamados a fazer resplandecer a Palavra de verdade (Lett. ap. Porta fidei, 6)
Mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial das Missões
Quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Queridos irmãos e irmãs!

A celebração do Dia Mundial das Missões deste ano está carrega de um significado todo especial. A recordação do 50º aniversário do Decreto conciliar Ad gentes, a abertura do Ano da Fé e o Sínodo dos Bispos sobre o tema da nova evangelização contribuem para reafirmar a vontade da Igreja de empenhar-se com maior coragem e ardor na missio ad gentes para que o Evangelho chegue até os extremos confins da terra.

O Concílio Ecumênico Vaticano II, com a participação dos Bispos católicos provenientes de cada canto da terra, foi um empenho luminoso para a universalidade da Igreja, acolhendo, pela primeira vez, um alto número de Padres Conciliadores provenientes da Ásia, África, América Latina e da Oceania. Bispos missionários e bispos nativos, Pastores de comunidades espalhadas entre as populações não cristãs, que buscavam, no Assizes, conciliar a imagem da Igreja presente em todos os continentes, e que eram os intérpretes das realidades complexas do então chamado “Terceiro Mundo”. Ricos em experiências derivadas por serem Pastores de Igrejas jovens e em caminho de formação, animados pela missão pela difusão do Reino de Deus, esses contribuíram de maneira relevante na reafirmação da necessidade e urgência da evangelização ad gentes, e, assim, levar, ao centro da eclesiologia, a natureza missionária da Igreja.
Eclesiologia missionária
Hoje, essa visão não falhou, de fato, experimentou uma reflexão proveitosa teológica e pastoral e, ao mesmo tempo, retorna com renovada urgência, pois ampliou o número daqueles que ainda não conhecem Cristo: “Os homens que esperam Cristo ainda são numerosos”, afirmava o beato João Paulo II, na Encíclica Redemptoris missio sobre a permanente validade do mandamento missionário, e acrescentava: “Não podemos ficar tranquilos, pensando nos milhões de nossos irmãos e irmãs, também redimidos pelo sangue de Cristo, que vivem sem conhecer o amor de Deus” (n. 86).

Eu também, ao instituir o Ano da Fé, escrivi que “hoje, então, envia-nos nas ruas do mundo para proclamar o Seu Evangelho a todos os povos da terra” (Carta. ap. Porta fidei, 7); proclamação que, como dizia também o Servo de Deus Paulo VI, na Exportação apostólica Evangelii nuntiandi, “não é para a Igreja uma contribuição facultativa: é dever a ela incumbida pelo Senhor Jesus, a fim que os homens possam crer e serem salvos. Sim, esta mensagem é necessária, é única, é insubstituível” (n. 5).

Precisamos, portanto voltar ao mesmo zelo apostólico das primeiras comunidades cristãs, que mesmo pequenas e indefesas, foram capazes, com o anúncio e testemunho, de difundir o Evangelho em todo mundo até então conhecido.
Não é de se maravilhar que o Concílio Vaticano II e o sucessivo Magistério da Igreja insistam, de modo especial, sobre o mandamento missionário que Cristo confiou a seus discípulos e que deve ser empenho de todo Povo de Deus, Bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas e leigos.
O cuidado de anunciar o Evangelho em cada parte da terra pertence primeiramente aos Bispos, diretamente responsáveis pela evangelização no mundo, seja como membros do colégio episcopal, seja como Pastores das Igrejas particulares. Esses, de fato “foram consagrados não somente para uma diocese, mas para a salvação de todo mundo” (João Paulo II, Carta enc. Redemptoris missio, 63), “mensageiros da fé que levam novos discípulos a Cristo” (Ad gentes, 20) e tornam “visível o espírito e o ardor missionário do povo de Deus, de modo que toda a diocese se torne missionária” (ibid., 38).

A prioridade da evangelização
O mandamento de pregar o Evangelho não se limita, portanto, a um Pastor, em atenção à porção do povo de Deus confiado aos seus cuidados pastorais, ou em enviar um sacerdote, leigo ou leiga Fidei Donum [enviados em missão temporariamente pelas dioceses]. Esse deve envolver toda a atividade da Igreja particular, todos os seus setores, em suma, todo o seu ser e sua obra.
O Concílio Vaticano II indicou com clareza e o Magistério sucessivamente defendeu fortemente. Isso exige adequar constantemente aos estilos de vida, planejamentos pastorais e organizações diocesanas para esta dimensão fundamental do ‘ser Igreja’, especialmente no nosso mundo que passa por mudanças contínuas.
E isso vale também aos Institutos de Vida Consagrada e às Sociedades de Vida Apostólica, bem como aos Movimentos eclesiais: todos os componentes do grande mosaico da Igreja devem sentir-se fortemente questionados pelo mandamento do Senhor de pregar o Evangelho, a fim que Cristo seja anunciado a todos.

Nós Pastores, os religiosos, as religiosas e todos os fiéis em Cristo, devemos nos colocar sobre as pegadas do apóstolo Paulo, “prisioneiro de Cristo pelos pagãos” (Ef 3,1), que trabalhou, sofreu, lutou para disseminar o Evangelho em meio aos pagãos (cfr Ef 1,24-29), sem poupar energia, tempo e meios para fazer ser conhecida a Mensagem de Cristo.
Também hoje a missão ad gentes deve ser horizonte constante e o paradigma de cada atividade eclesial, porque a identidade da Igreja é constituída pela fé no Mistério de Deus, que se revela em Cristo para levar-nos a salvação, e da missão de testemunhá-Lo e anunciá-Lo ao mundo, até a Sua volta.
Como São Paulo, devemos ser atentos aos afastados, aqueles que não conhecem ainda Cristo e não experimentaram a paternidade de Deus, na consciência que “a cooperação missionária se deve estender hoje a formas novas incluindo não somente a ajuda econômica, mas também a participação direta na evangelização” (João Paulo II, Carta. enc. Redemptoris missio, 82). A celebração do Ano da fé e do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização serão ocasiões propícias para um aumento da cooperação missionária, sobretudo nesta segunda dimensão.
Fé e anúncio
A ânsia de anunciar Cristo nos impulsiona também a ler a história para detectar os problemas, as aspirações e as esperanças da humanidade, que Cristo deve sanar, purificar e preencher com sua presença. A Sua Mensagem, de fato, é sempre atual, está próprio no centro da história e é capaz de dar resposta as inquietações mais profundas de cada homem.

Por isso, a Igreja, em todos seus elementos, deve estar consciente que “os imensos horizontes da missão eclesial, a complexada da situação presente pede hoje modalidade renovadas para poder comunicar eficazmente a Palavra de Deus (Bento XVI, Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 97). Isto exige, antes de tudo, uma renovada adesão de fé pessoal e comunitária ao Evangelho de Jesus Cristo, “num momento de profunda mudança como aquele que a humanidade está vivendo” (Carta. ap. Porta fidei, 8).
Um dos obstáculos para o impulso da evangelização, de fato, é a crise da fé, não somente do mundo ocidental, mas de grande parte da humanidade, que simplesmente tem fome e sede de Deus e deve ser convidada e conduzida ao Pão de Vida e Água Viva, como a Samaritana que vai ao poço de Jericó e dialoga com Cristo.

Como conta o Evangelista João, a história dessa mulher é particularmente significativa (cfr Jo 4,1-30): ela encontra Jesus, que lhe pede de beber, mas depois lhe fala de uma água nova, capaz de acabar com a sede para sempre. A mulher, no início, não compreende, permanece no plano material, mas lentamente é conduzida pelo Senhor a cumprir um caminho de fé que a leva a reconhecê-Lo como o Messias.

E sobre este propósito, Santo Agostinho afirma: “depois de ter acolhido no coração Cristo Senhor, que outra coisa poderia fazer [esta mulher] se não abandonar o jarro e correr para anunciar a boa nova?” (Homilia 15, 30).

O encontro com Cristo como Pessoa viva que preenche a sede do coração não pode se não levar ao desejo de compartilhar com os outros a alegria desta presença e fazê-Lo ser conhecido para que todos possam experimentar. Ocorre renovar o entusiasmo de comunicar a fé para promover uma nova evangelização das comunidades e dos países de antiga tradição cristã, que estão perdendo a referência de Deus, de modo a redescobrir a alegria de crer.

A preocupação de evangelizar não deve jamais permanecer às margens da atividade eclesial e da vida pessoal do cristão, mas caracterizá-la fortemente, na consciência de serem destinatários e, ao mesmo tempo, missionários do Evangelho. O ponto central do anúncio permanece sempre o mesmo: o Kerigma do Cristo morto e ressuscitado para a salvação do mundo, o Kerigma do amor de Deus absoluto e total por cada homem e cada mulher, culmina no envio do Filho eterno e unigênito, o Senhor Jesus, que não hesitou em assumir a pobreza de nossa natureza humana, amando-a e resgatando-a, por meio da oferta de si sobre a cruz, do pecado, e da morte.
A fé em Deus, neste plano de amor realizado em Cristo, é, antes de tudo, um dom e um mistério a ser acolhido, no coração e na vida, e que se deve sempre agradecer ao Senhor. Mas a fé é um dom que nos é dado para que seja dividido; é um talento recebido para poder dar frutos; é uma luz que não deve ser escondida, mas deve iluminar toda a casa; é o dom mais importante que nos foi dado para nossa existência e não podemos detê-lo para nós mesmos.

O anúncio se faz caridade

“Ai de mim se não anunciar o Evangelho!”, dizia o apóstolo Paulo (1 Cor 9,16). Estas palavras ressoam com força para cada cristão e para cada comunidade cristã em todos os continentes. Também para as Igrejas nos territórios das missões, Igrejas em sua maioria jovens, normalmente de fundação recente, a missionaridade se torna uma dimensão congênita, também se esses próprios precisam ainda dos missionários.

Tantos sacerdotes, religiosos, religiosas, de cada parte do mundo, muitos leigos e até mesmo famílias inteiras, deixam os próprios países, as próprias comunidades locais e vão para outras igrejas para testemunhar e proclamar o Nome de Cristo, no qual a humanidade encontra a salvação. Trata-se de uma expressão de profunda comunhão, partilha e caridade entre as Igrejas, para que cada homem possa escutar e escutar novamente o anúncio que cura e aproxima-os dos Sacramentos, fonte de verdadeira vida.
Junto a este alto sinal de fé que se transforma em caridade, recordo e agradeço as Pontifícias Obras Missionárias, instrumentos para a cooperação às missões universais da Igreja no mundo. Através da ação delas, o anúncio do Evangelho se faz também intervenção na ajuda ao próximo, justiça aos mais pobres, oportunidade de educação nas aldeias mais remotas, assistência médica nos lugares mais afastados, emancipação da miséria, reabilitação de quem está marginalizado, sustento ao desenvolvimento dos povos, superando das divisões étnicas e respeitando a vida em cada fase.
Queridos irmãos e irmãs, invoco sobre a obra de evangelização ad gentes, e em particular sobre os operadores, a efusão do Espírito Santo, para que a Graça de Deus a faça caminhar mais decisivamente sobre a história do mundo. Com o beato John Henry Newman gostaria de rezar: “Acompanha, oh Senhor, os Teus missionário nas terras da evangelização, coloca as palavras certas em seus lábios, renda frutuosa sua fadiga”. Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja e Estrela da evangelização, acompanhe todos os missionários do Evangelho.

Vaticano, 6 de janeiro de 2012, Solenidade da Epifania do Senhor


 
MCS - GO SDS - 10/2012

17 de set. de 2012

Bento XVI dá exemplo e orgulha cristãos do mundo inteiro

Fonte: Portal G1
Desde o começo do seu pontificado, o papa Bento XVI, com sua postura e suas atitudes, vem seguidamente "calando a boca" daqueles que não simpatizavam com ele, tanto dentro da Igreja quanto fora dela. Em sua corajosa visita ao Líbano, ganhou a admiração e conquistou elogios até mesmo dos mais radicais adversários da Igreja.

Durante Missa realizada ante uma multidão de 350.000 pessoas, no domingo (16 de setembro), em Beirute, rezou e clamou à multidão pela paz e pelo "silêncio das armas" na Síria e no Oriente Médio. "Que Deus conceda a vosso país, à Síria e ao Oriente Médio, o dom da paz nos corações, o silêncio das armas e o fim de toda a violência", disse o Pontífice em Angelus após a Missa.

Bento XVI conseguiu reunir todas as religiões oficiais do Líbano numa mesma Celebração. Foi elogiado por representantes islâmicos, - um verdadeiro prodígio! - e até mesmo por membros do temido grupo extremista Hezbollah presentes à Missa.

Assim o Sumo Pontífice conseguiu unir, por algumas horas, as 18 religiões oficiais e todas as tendências políticas do Líbano.


Na comoção contagiante do canto lírico, as palavras de Bento XVI pareceram ainda mais urgentes. O Papa deu uma tarefa aos cristãos: trabalhar pela paz e pela reconciliação com os muçulmanos. “A vocação da Igreja e de cada cristão é a de servir, gratuitamente, a todos. Sem diferença, como fez Jesus”, disse ele. E repetiu: “As armas precisam ser silenciadas nos dois lados que lutam na Guerra Civil da Síria e em todo o Oriente Médio”.

Na orla marítima de Beirute, onde há 15 anos João Paulo II também celebrou a Santa Missa, Bento XVI abençoou a todos os povos da região. O Papa se despediu do Líbano pedindo à comunidade internacional que ajude os países árabes e que respeite a sua dignidade.
 
MCS - GO SDS - 09/2012

31 de ago. de 2012

JMJ Rio2013: Bento XVI foi o primeiro a se inscrever

Cerca de 4.000 inscritos em 24 horas

Fonte: Zenit

As inscrições para a Jornada Mundial da Juventude Rio2013 começaram na terça-feira, 28 de agosto 2012 e em apenas 24 horas cerca de 4.000 jovens já tinham garantido participação. O primeiro a se inscrever foi o Santo Padre Bento XVI.

Jornada Mundial da Juventude - JMJRio2013"Para nossa alegria jovens dos cinco continentes fizeram inscrição", comemorou a diretora do setor de Inscrições da JMJ Rio2013, irmã Shaiane Machado.  Os primeiros participantes são jovens de 28 países, divididos em 220 grupos, dos quais 112 são brasileiros. Mas o primeiro de todos a se inscrever foi Bento XVI, logo na manhã de terça-feira, 28 de agosto - Conforme notícia do site oficial da JMJ Rio 2013.

O arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, garantiu: "Já vivemos o clima da JMJ". Para ele, a abertura das inscrições de peregrinos representa um "passo importante" para a realização do evento. "A Jornada é um investimento na juventude, construindo valores mais humanos e solidários para fazer a diferença na sociedade", afirmou. "E a Igreja é chamada a estar junto nesta construção" - prosseguiu a nota.

A inscrição é a porta de entrada para o peregrino na JMJ Rio2013.  É por meio da inscrição que o jovem passa a fazer parte oficialmente da JMJ Rio2013.  

A organização avisa só se responsabilizar pelos grupos que comprarem os pacotes de estadia por meio do canal oficial.

Link oficial para inscrições: http://www.rio2013.com/pt/inscricao

MCS - GO SDS - 08/2012

30 de abr. de 2012

Indulgência plenária para os membros da RCC

Audiência de 26 de maio com Bento XVI celebrará os 40 anos do movimento



Uma mensagem de Bento XVI abriu o 35º Encontro Nacional da Renovação Carismática na Itália, que celebra os 40 anos da fundação no país. A mensagem, assinada pelo Secretário de Estado Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, foi entregue ao presidente nacional italiano da Renovação Carismática, Salvatore Martinez.

O Santo Padre enviou suas "cordiais saudações" a todos os "numerosos presentes", assegurando a sua "proximidade espiritual". Bento XVI expressou a esperança de que "em cada um ressoe a voz forte e clara do Espírito Santo, que clama 'Jesus é Senhor', para oferecer nas suas comunidades diocesanas e paroquiais, nos ambientes em que vivem, o serviço de uma presença generosa, de um corajoso testemunho e de uma contribuição valiosa para a Nova Evangelização". Invocando a "celeste intercessão de Maria", o papa deu a bênção apostólica ao presidente do movimento na Itália, aos outros responsáveis ​​e a todos os participantes.

Para todos os fiéis que participarem "devotamente" na convocação nacional jubilar, no quadragésimo aniversário de fundação da Renovação Carismática, Bento XVI concedeu a indulgência plenária, com as condições de receberem os sacramentos da confissão e da comunhão e de fazerem a oração pelo Sumo Pontífice.
Para os "legitimamente impossibilitados" é dada a indulgência parcial, se "com espírito contrito eles se unirem ao evento mediante fervorosas orações".

Também pelo 40º aniversário da fundação na Itália, Bento XVI receberá em audiência os membros da Renovação Carismática no dia 26 de maio na Praça de São Pedro. Antes da chegada do Santo Padre, o presidente da Conferência Episcopal Italiana, cardeal Angelo Bagnasco, presidirá a celebração eucarística.

MCS - GO SDS - 04/2012

13 de mar. de 2012

A última ceia



A respeito da Última Ceia, o Papa Bento XVI assim afirma: “Em certo sentido, podemos dizer que é precisamente a Última Ceia o ato fundacional da Igreja, porque Ele entrega-Se a Si mesmo e, assim, cria uma nova comunidade, uma comunidade unida na comunhão com Ele próprio.” Pois foi na Última Ceia Ceia que Jesus nos revelou Seu amor de três modos: “lavou os pés dos Seus discípulos, mostrando que está entre nós como aquele que serve (cf. Lc 22,27); antecipou simbolicamente o Seu sofrimento salvífico, pronunciando sobre os dons do pão e do vinho as palavras ‘Isto é o meu corpo, que será entregue por vós’ (cf. Lc 22,19) e instituindo, assim, a Sagrada Eucaristia. Por fim, dizendo aos apóstolos ‘Fazei isto em memória de Mim!’ (1Cor 11,24), fez deles sacerdotes da Nova Aliança” [99]

MCS - GO SDS - 03/2012

6 de mar. de 2012

Documentos da Igreja: definição e importância


Fonte: Voz da Igreja

Um leitor deste blog, identificado como Keslson Vieira, deixou-nos o seguinte comentário no post "A infalibilidade papal: o Papa é infalível? Quando? Como?":

"Paz e bem!

Deixa eu ver se entendi uma coisa. Sobre os documentos da Igreja (vindos do Vaticano), estes são tão verdadeiros quanto as sagradas escrituras? Do contrario até ponto são verdadeiros? E sobre escritos dos Doutores da Igreja, o que podemos afirmar?"



A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo seja sobre a sua vida, Kelson, e Maria Santíssima o acompanhe sempre! Perdoe-nos a demora na resposta, mas são muitas as nossas obrigações.

Respondendo à sua dúvida quanto aos documentos da Igreja: a Igreja Católica ensina que a Sã Doutrina, que ela guarda e proclama, foi sendo gradualmente revelada por Deus, em suas minúcias e detalhes, através dos tempos. Esse processo vem desde os tempos do Antigo Testamento, pois o Povo de Deus, é claro, já existia desde antes da vinda de Cristo.

Jesus Cristo, que é considerado pelos cristãos católicos como o único Salvador da humanidade, anunciou o Evangelho final e definitivo à humanidade. Mas a compreensão da Sã Doutrina de Nosso Senhor é baseada na Revelação Divina de maneira progressiva, isto é, se dá progressivamente através da História. Por isso, necessitamos sempre de constante estudo, reflexão, oração e contemplação.

Essa compreensão da Revelação, no entanto, permanece sempre fiel à própria Revelação, e é sempre orientada pelo Magistério da Igreja à qual foi confiada a autoridade sobre a Sã Doutrina, diretamente por Nosso Senhor. - Esta definição progressiva é chamada de "Desenvolvimento da Doutrina".

A Revelação, que é imutável e definitiva, é transmitida pela Igreja sob a forma da Tradição. A Doutrina Católica está expressa e resumida no Credo dos Apóstolos, no Credo Niceno-Constantinopolitano e também nos documentos da Igreja, como por exemplo o Catecismo da Igreja Católica (CIC) e o seu Compêndio (CCIC).

A Igreja, ao longo da história, cresceu na fé e produziu a Teologia. Dessa maneira foram criadas diversas formas de comunicação, internas e externas, destinadas a toda a Igreja (clero e leigos). Surgiam assim os documentos, as diretrizes e as normas baseadas na experiência e observância da prática cristã e da doutrina da Igreja. Portanto, tudo que até hoje foi publicado oficialmente pela Igreja (documentos) têm grande importância. Se o Magistério da Igreja extrai da Revelação Divina todo o ensinamento que dá aos fiéis, - que se compõe da Tradição (oral) que veio dos Apóstolos e da Tradição (escrita), a Bíblia, e se é sobre essa Tradição (escrita e oral, com igual importância nas duas formas), que o Magistério assenta seus ensinamentos infalíveis, - podemos dizer que sim, sem dúvida os documentos da Igreja são tão verdadeiros quanto as Escrituras.

Como você sabe, sem a Revelação oral, que chegou até nós por meio dos Apóstolos, nem mesmo a Bíblia existiria, já que ela foi redigida, canonizada e preservada pela Igreja através dos séculos.


Como verificar se um documento da Igreja é oficial:

Se é oficial aparece na Acta Apostolicae Sedis (versão em formato PDF aqui). Se você preferir, pode também verificar no jornal do Vaticano, o L’Osservatore Romano, que publicado em diversas línguas, inclusive em português.


Classificação dos Documentos Pontifícios
# Carta Encíclica:

a) doutrinal,

b) exortatória,

c) disciplinar;

# Epístola Encíclica;

# Constituição Apostólica;

# Exortação Apostólica;

# Carta Apostólica;

# Bula;

# Motu Proprio;

Esperando ter esclarecido as dúvidas, despedimo-nos deixando um abraço fraterno.
MCS - GO SDS - 03/2012

29 de fev. de 2012

Cristianismo e espiritismo são compatíveis?

Católicos devem frequentar o espiritismo? Nos centros espíritas é dito que sim, mas o que a Igreja tem a dizer a esse respeito?





Resposta à pergunta deixada pela leitora Lila Guerreiro

"Vou sempre no centro espirita e sou muito bem tratada, sou católica e eles dizem que não importa a religião da pessoa (...) não troco a minha religião mas não vejo problema em ir no centro espírita."

Querida leitora, antes de responder, só por curiosidade, deixamos nós uma pergunta: você foi informada, por lá, que para eles não há problema nenhum em "frequentar" as duas religiões. E você já se interessou em saber também o que a Igreja acha? Já que você afirma que não troca a sua religião, não seria mais coerente, em primeiro lugar, saber o que a sua religião ensina??

Mas vamos à sua pergunta. Para entender a situação, em primeiro lugar, é preciso saber o que é ser espírita. Como os espíritas se definem? Os cursos e livros da Federação Espírita Brasileira são claros: espírita é aquele que aceita e observa a revelação que vem dos espíritos. Vemos, então, que toda a doutrina espírita está baseada e fundamentada nas informações e orientações que chegam a partir de “entidades desencarnadas” (na linguagem espírita, as almas dos falecidos). São os espíritos que revelam todos os ensinamentos, tudo aquilo que se entende como verdadeiro e recomendável.

A partir daí já é possível perceber que se trata de um sistema de crenças completamente diferente do cristianismo. As bases da nossa fé não foram transmitidas por “espíritos”, no plural: não são “entidades”, não são pessoas que já morreram; é O Espírito Divino que guia a Igreja. Cremos que Deus inspirou a Bíblia Sagrada para a nossa instrução e meditação, e que Jesus instituiu a sua Igreja sobre a Terra. Nós, cristãos, cremos numa Revelação de Deus. Os espíritas crêem na revelação que teria sido transmitida por espíritos de falecidos.

Eles vêem a Bíblia como uma obra que possui somente valor moral, e não sagrado. Allan Kardec escreveu seu “evangelho segundo o espiritismo” escolhendo trechos da Bíblia que lhe pareciam concordar com o que ele próprio ensinava, e descartou todas as partes que claramente o contrariavam.

O que provoca mais confusão é que os espíritas costumam se declarar “cristãos”, e falam muito em Jesus, e também em Maria, em alguns santos... Mas de que Jesus eles estão falando, se eles não crêem que Jesus é o Cristo, isto é, Deus? Para eles, Jesus é apenas um “espírito evoluído”, uma espécie de “entidade” iluminada que indica o caminho. Para nós, Jesus nos salva verdadeiramente.

Nós, católicos, cremos que Deus se fez homem e habitou entre nós. Cremos que a Bíblia é uma forma de transmitirmos e recebermos a Presença desta Pessoa, que é Jesus Cristo. Jesus é a Revelação de Deus Pai, é o Centro, o Momento mais importante da Revelação. É Jesus este Deus que se fez homem: ele não é “guia”, nem “espírito de luz”, nem “entidade” ou qualquer coisa do gênero. Jesus é Deus; é tudo para nós e está conosco todos os dias. Por Ele tudo se fez, e “é nEle que vivemos, nos movemos, e existimos” (conf. Atos 17, 28).

Como poderíamos nós, católicos, participar numa outra instituição que contraria justamente o princípio mais fundamental da nossa fé? Que não aceita o Sacrifício dAquele que tanto sofreu e se entregou pela nossa salvação? É honesto se declarar católico e frequentar, ao mesmo tempo, o espiritismo? Cremos que a Igreja é a Presença de Cristo na História: ela é o Corpo de Cristo (Efésios 5, 23): Jesus é a Cabeça e a Igreja é o Corpo Vivo de Nosso Senhor neste mundo. Para estarmos em Comunhão plena com Deus, precisamos ser membros desta Igreja. O cristianismo, portanto, não é só uma “doutrina”. É muito mais. Na Encíclica Deus é Amor, o Papa Bento XVI diz que “o cristianismo é um acontecimento”. É Deus que irrompe na História, e nos encontramos com Ele por meio de Cristo, nosso Salvador. Tudo isso é negado pelo espiritismo.

Outra diferença profunda é a crença na reencarnação. O espiritismo adotou muitos princípios do paganismo: para eles, os seres humamos vão “reencarnando” muitas vezes, e assim, por seus próprios esforços e méritos, vão se aperfeiçoando e merecendo a realização espiritual. Nós, cristãos, reconhecemos que, por nossos próprios esforços, não conseguimos chegar lá: Deus é quem nos dá a Salvação.

A Bíblia ensina que já há milhares de anos os homens vêm tentando alcançar o Céu por seus próprios esforços. É este o ensinamento da história da Torre de Babel (Gênesis 11): os seres humanos tentaram construir uma torre alta o bastante para chegar ao céu: nessa metáfora, a torre é a capacidade humana para crescer, se aprimorar, conquistar as coisas. O “céu” representa a Salvação, a vida eterna no mundo dos deuses, como os pagãos que construíam a torre acreditavam naquela época, achando que o Paraíso era um lugar acima das nuvens.

Deus então confunde as línguas, mostrando aos seres humanos que são incapazes, por suas próprias forças, de alcançar o Paraíso. Eles achavam que poderiam subir por eles mesmos, andar por andar, até chegar a Deus.

É exatamente o que a doutrina da reencarnação ensina. Vamos reencarnando, aprendendo, evoluindo, e assim chegamos a Deus. Mas como poderíamos evoluir, se numa encarnação nos esquecemos de tudo o que vivemos e aprendemos na outra? Para quê Jesus se entregou ao martírio, se todos nós já seríamos salvos, reencarnando milhares de vezes?

Não, nós não podemos chegar a Deus por nós mesmos. Por isso, Ele veio até nós, na Pessoa de Jesus Cristo, e nos deixou a Sua Igreja, a Sua Palavra e Seus Sacramentos.
Tudo isso também é negado pelo espiritismo. Vemos então que são propostas completamente diferentes, espiritismo e cristianismo. Tudo o que eles pensam e ensinam é o avesso daquilo que cremos. Por que não podemos ser católicos e espíritas ao mesmo tempo? Simples: porque somos cristãos, e o espiritismo descarta todas as bases sobre as quais a Igreja se fundamenta: a Divindade do Cristo, a Eucaristia, a intercessão dos santos, a existência dos anjos, a Concepção Imaculada, e, principalmente, a Salvação pela Graça: por Amor, sem depender de uma sucessão de reencarnações.

MCS - GO SDS - 02/2012

26 de fev. de 2012

A "igreja" universal, a TV Record e o Papa


Imagem que circula na internet satiriza o "Bispo Pedir Maiscedo"
 

Um leitor anônimo deixou o seguinte comentário no post Record já começou a sua campanha contra a JMJ Brasil:

"DOBREM A LINGUA AO FALAREM DO NOSSO QUERIDO BISPO MACEDO, ELE FAZ O BEM A MUITOS NO BRASIL E NO MUNDO, GANHANDO ALMAS PRA JESUS, COISAS QUE SEUS PADRES PEDOFILOS E MENTIROSOS NAO FAZEM... A REDE RECORD TÁ CERTA, USAR DINHEIRO PUBLICO PRA UM EVENTO QUE SÓ IRA TRAZER PREJUIZO AO RIO? NINGUEM QUER ESSE TAO DE CHICO BENTO 16 NO RIO... JA TEMOS PROBLEMAS DEMAIS POR AQUI... BENTO 16, VÁ DISER SUAS ABOBRINHAS EM OUTRO LUGAR"


Meu primeiro desejo foi o de apagar este comentário, pois ele desrespeita nossas regras de respeito e boa educação. Mas resolvi mantê-lo, porque percebi que ele serve perfeitamente bem para demonstrar o tipo de pessoa que adere à seita fundada pelo falso profeta Edir Macedo. Esse comentário representa o estereótipo perfeito, é um ótimo exemplo de alguém que sofreu uma lavagem cerebral muito bem feita e agora não consegue mais raciocinar por si mesmo(a). A pessoa se torna uma espécie de "zumbi", um morto-vivo que perdeu o contato com a realidade objetiva das coisas.

O(a) autor(a) do comentário, na realidade, sem perceber me ajudou muito, pois me deu a chance de elaborar esta reflexão. Através desse comentário será possível estudar a respeito dos membros de seitas perigosas e criminosas como esta, algo que pode ser muito útil. Vejamos alguns pontos-chave que nos ajudam a identificar esse tipo específico de zumbi moderno:

1) Quando esses zumbis aparecem para deixar um comentário num blog ou site católico, quase sempre escrevem tudo em maiúsculas, como se estivessem gritando! É assim que os falsos "pastores" desta e de outras seitas similares fazem nos cultos diabólicos que promovem: gritam bem alto para que os pobres coitados que lá comparecem não consigam pensar direito. Este é um dos princípios mais básicos da lavagem cerebral: gritar bem alto e sem parar.

2) Os zumbis nunca se identificam: eles comentam sempre como anônimos. Parece que assim se sentem mais à vontade para caluniar e dizer quantas asneiras quiserem. Afinal, a internet aceita tudo, e ainda são raros os casos em que os caluniadores respondem civilmente pelos seus atos.

3) Os comentários nunca são argumentativos. Não são nem mesmo racionais. Não procuram argumentar, responder às afirmações feitas ou dialogar, trocar ideias e pontos de vista. Eles têm uma só função e um só objetivo: caluniar, ofender, difamar, maldizer. Nunca respondem aos fatos que foram apresentados, como neste caso: nenhum dos argumentos apresentados em nossa matéria (com as devidas fontes e a apresentação de dados concretos, inclusive estatísticos), foi respondida. A pessoa simplesmente ataca a Igreja Católica, com palavras chulas e ironias, mudando completamente o foco do assunto, partindo para uma agressão gratuita e grosseira, sem se preocupar em observar antes se os argumentos apresentados têm fundamento ou não.

4) Via de regra, o zumbi não sabe falar nem escrever direito. Tratam-se de pessoas que não lêem muito e que, obviamente, não possuem muita instrução. Os comentários têm sempre erros crassos de português, são verdadeiros crimes gramaticais: “...ESSE TAO DE...”; “...VAI DISER...”. - Pessoas simples e sem instrução são as vítimas favoritas e mais comuns dos falsos profetas, porque são fáceis de iludir, se impressionam facilmente com a “sabedoria” do "homem de deus”, do “bispo”, do “apóstolo”... São essas mesmas pessoas que se acotovelam em filas enormes para comprar um lencinho com o suor de um homem, porque acham que possui poderes milagrosos... E são esses mesmos que chamam os católicos de “idólatras”...


Respondendo às bobagens e calúnias do comentário

“DOBREM A LINGUA AO FALAREM DO NOSSO QUERIDO BISPO MACEDO...”

Bispo?? Quem foi que disse que esse homem é bispo?? Quem o consagrou bispo? O(a) senhor(a) sabe o significado dessa palavra? Sabe o que é preciso para ser bispo, e de que maneira podemos identificar um bispo?

O Episcopado tem origem no Ministério dos Apóstolos: foi o próprio Senhor Jesus Cristo que instituiu os Apóstolos como Bispos da Sua Igreja, que ele mesmo deixou na Terra (Mt 16, 18). A Igreja instituída por Cristo, é claro, tem que ter dois mil anos de história, ou seja, é a Igreja Católica Apostólica Romana. A “igreja” do seu querido Edir Macedo foi fundada em 1979. Portanto, com certeza não é esta a Igreja que Jesus Cristo instituiu neste mundo.

Por outro lado, desgraçadamente, sair por aí criando “igrejas” e se intitulando "bispo" é uma coisa muito, muito fácil em nosso país; é algo praticamente estimulado pela nossa legislação, como você pode ver aqui. Tanto é verdade que, nos tempos atuais, "igrejas" são encaradas e geridas como se fossem empresas, verdadeiras máquinas de fazer dinheiro, e seus responsáveis nem sequer pagam impostos. Fundar "igreja" e se intitular a si mesmo de "bispo" é o charlatanismo mais rentável de todos! Infelizmente, pessoas ingênuas e desesperadas, sem nenhum conhecimento da fé e da Igreja, não faltam.

Resumindo: fora da sucessão regular dos Apóstolos não há verdadeiro Episcopado, não há verdadeiro Ministério, não há Bispos e, muito menos, Apóstolos. Logo, não há Igreja de fato. Por esta razão, os chamados “bispos evangélicos" não são Bispos. Se quiser saber mais, leia aqui.


"...ELE FAZ O BEM A MUITOS NO BRASIL E NO MUNDO, GANHANDO ALMAS PRA JESUS..."

Essa foi feia! Vou economizar palavras e deixar abaixo alguns exemplos de como o Edir Macedo faz o bem e “ganha almas para Jesus”:


Ele ensina...
 
...E os seus discípulos mostram que são bons aprendizes:
Edir Macedo defende o aborto
"Meus irmãos: para diminuir a mortalidade infantil, a solução é assassinar as crianças já no ventre de suas mães!"

Realmente, este "querido homem de deus" só faz o bem. Para si mesmo. E como ganha almas para Jesus... Cada um destes pobres pequeninos inocentes, que foram assassinados no ventre materno por suas mães, que abortaram incentivadas por ele, deve estar agora com Jesus.


"...COISAS QUE SEUS PADRES PEDOFILOS E MENTIROSOS NAO FAZEM..."

Realmente, graças a Deus, os bons padres não fazem o que faz o Edir Macedo. Agora, já que você tocou no assunto da pedofilia, por que não experimenta colocar as palavras "pastor pedófilo" no Google? Nunca fez essa experiência? Você vai se surpreender!


Pesquisa no Google (21/5/2011) traz 462.000 resultados para "pastor pedófilo" (clique sobre a imagem para ampliar)

Curioso: é um fato pouco divulgado, mas estatisticamente existem mais casos de "pastores evangélicos" pedófilos do que de padres. Você não sabia disso? Se não sabia, estou lhe informando agora: nem você nem “evangélico” algum têm moral para falar desse assunto.

A pedofilia é um crime hediondo, que deriva de um distúrbio mental muito sério, e que não escolhe religião nem profissão. Se tiver boa vontade para saber mais, leia aqui.


"...USAR DINHEIRO PUBLICO PRA UM EVENTO QUE SÓ IRA TRAZER PREJUIZO AO RIO?"

Se você tivesse lido o post, veria que a JMJ em Madrid resultou num lucro para a cidade e os cofres públicos de 300 milhões de Euros; e que, analisando o evento pelo lado financeiro, o Rio de Janeiro só tem a lucrar. E se formos analisar pelo lado espiritual, aí o lucro é infinitamente maior, pois se trata de uma visita do Sucessor de Pedro, aquele a quem foram entregues as Chaves do Reino dos Céus, e o poder para ligar e desligar, na Terra, o que será ligado e desligado no Céu. Leia Mateus 16, 18.


"...NINGUEM QUER ESSE TAO DE CHICO BENTO 16 NO RIO (...) VÁ DISER SUAS ABOBRINHAS EM OUTRO LUGAR..."

Ninguém quer ver o Papa? Bom, na primeira visita dele ao Brasil, mais de um milhão e duzentas mil pessoas superlotaram o Campo de Marte (SP) para vê-lo, e as ruas do centro da cidade, nos arredores onde ele ficou hospedado, ficaram paralisadas pela multidão que queria ganhar uma benção. Na ocasião, inclusive, conheci um rapaz protestante (luterano), que se colocava postado rente ao cordão de isolamento, só para acenar ao santo padre. Então, possivelmente, quando você diz “ninguém”, está se referindo às pessoas que sofreram a mesma lavagem cerebral que a sua; nesse caso, eu concordo.

Mais: esse “tao de Chico Bento”, a quem você se refere com desdém, é considerado o maior teólogo vivo do nosso planeta, tem oito doutorados, domina os idiomas alemão, italiano, francês, latim, inglês e espanhol-castelhano, e também possui conhecimentos de português, além de ler grego antigo e hebraico. O Papa é membro de diversas academias científicas da Europa, como a Académie des Sciences Morales et Politiques (França) e é também cidadão honorário das comunidades de Pentling (1987), Marktl (1997), Traunstein (2006) e Ratisbona (2006). Também é pianista, com preferências por Bach e Mozart. Foi incluído pela revista Time na lista das pessoas mais influentes do mundo.

Por falar nisso, o que é preciso para ser ”pastor” na “igreja” do "Pedir Maiscedo"? Sei, pelo testemunho de ex-“pastores” da própria IURD, que basta ser bom de lábia...

Agora, você pode ter certeza que muita gente, mas muita gente mesmo, está interessada em ouvir as palavras que o grande Papa Bento XVI tem a nos dizer. Lamentavelmente, uma grande quantidade de lobos, como o seu querido falso bispo, desviaram muitas ovelhas do Rebanho de Cristo. Mas, como diz o próprio Papa, os verdadeiros católicos, aqueles que sabem o significado profundo do que é ser cristão de verdade, estes jamais deixam a Igreja. E os que se encontram desviados, cedo ou tarde retornarão a ela.

Finalizo desculpando-me pela irreverência na resposta, mas eu só tentei usar de uma linguagem que alguém que se expressa da maneira como você se expressou entenderia bem. Agradeço pela oportunidade que você me deu para esclarecer estes pontos, deixando–lhe os meus mais profundos desejos de bênçãos. Que Deus o(a) abençoe e, principalmente, ilumine seus pensamentos. A Paz e a Luz do Senhor sejam sobre a sua vida!

MCS - GO SDS - 02/2012

22 de fev. de 2012

Bento XVI: O significado da Quaresma

No primeiro dia da Quaresma, o Papa Bento XVI, na audiência geral das quartas feiras, fez uma análise espiritual sobre o significado quaresmal na Sagrada Escritura e na vida da Igreja.
Fonte: Zenit

Nos primeiros séculos de vida da Igreja, o tempo da Quaresma era o tempo em que os catecúmenos começavam seu caminho de aproximação do “Deus vivo e de uma iniciação à fé” de uma forma gradativa, “por meio de uma mudança interior daqueles que queriam entrar na Igreja por meio do batismo”.
Ao longo do tempo, esse período de conversão superou os catecúmenos e passou a ser um caminho de todo cristão, pois Cristo não morreu só por alguns, mas por todos. A Quaresma se transformou, assim, num tempo de metanóia de todo batizado.
A Igreja chamou esse período, diz o Papa, com o nome de “Quaresma”, referindo-se explicitamente à Sagrada Escritura, na qual esse número significa “o tempo da espera, da purificação, do retorno ao Senhor, da consciência de que Deus é fiel às promessas”.Esse tempo indica, portanto, “uma paciente perseverança, uma longa prova, um período suficiente para ver as obras de Deus, um tempo no qual decidir a assumir as próprias responsabilidades sem deixá-las para depois”.
Bento XVI repassou alguns dos grandes momentos do Antigo Testamento, desde Noé, Moisés, os Profetas, entre outros, destacando que o significado de quarenta dias passa por duas vertentes: o tempo do primeiro amor e o tempo da tentação, o tempo da aproximação de Deus e o tempo do retorno ao paganismo.
Diante de Cristo, nas tentações no deserto, apresentaram-se esses dois caminhos: “um messianismo de poder, de sucesso, ou um messianismo de amor, de dom de si.”
Hoje, o fiel, com a experiência do deserto pode ter também a experiência desses dois caminhos. Por um lado, um caminho “confirme a própria fé, que nutra a própria esperança, que anime a caridade”; mas, por outro lado há o secularismo e a cultura materialista, que “fecha a pessoa no horizonte mundano do existir, tirando toda referência ao transcendente”.
Finalmente, o Papa nos convida a viver estes quarenta dias com nova coragem, para aceitarmos com paciência e com fé toda situação “de dificuldade, de aflição e de prova, na consciência de que das trevas o Senhor fará surgir o novo dia”. 

MCS - GO SDS - 02/2012

13 de fev. de 2012

Bento XVI: O Amor de Deus é mais forte que todo mal

O Papa Bento XVI ressaltou na manhã de domingo (12), durante a habitual oração do ângelus dominical que “o amor de Deus é mais forte que todo mal, também daquele mais contagioso e horrível”.
Em sua reflexão prévia à oração Mariana perante milhares de fiéis na Praça de São Pedro, o Papa recordou que “domingo passado vimos Jesus, que durante sua vida pública curou muitos doentes, revelou que Deus quer o homem para a vida, a vida em plenitude”.
“O Evangelho deste domingo (Mar 1,40-45) nos mostra Jesus em contato com a forma de doença considerada naqueles tempos a mais grave, ao ponto de tornar a pessoa “impura” e exclui-la das relações sociais: falamos da lepra”.
Bento XVI descreveu o encontro de Cristo com um leproso que o cura ao tocá-lo, mesmo diante da proibição legal da época.
“Naquele gesto e naquelas palavras de Cristo está toda a história da salvação, está encarnada a vontade de Deus de curar-nos, de purificar-nos do mal que nos desfigura e que arruina as nossas relações. Naquele contato entre a mão de Jesus e o leproso vem abatida toda barreira entre Deus e a impureza humana, entre o sacro e o seu oposto, não certo para negar o mal e sua força negativa, mas para demonstrar que o amor de Deus é mais forte que todo mal, também daquele mais contagioso e horrível”.
Jesus, continuou Bento XVI, “tomou sobre si as nossas enfermidades, se fez leproso para que nós fôssemos purificados”.
O Papa descreveu logo a experiência de São Francisco de Assis em contato com uns leprosos quando ainda vivia “em pecado”.
“Naqueles leprosos, que Francisco encontrou quando ainda estava “nos pecados”, como ele diz – estava presente Jesus, e quando Francisco se aproximou de um deles, vencendo a própria repulsão, o abraçou, Jesus o curou da sua lepra, isto é do seu orgulho, e o converteu ao amor de Deus. Eis a vitória de Cristo, que é a nossa cura profunda e nossa ressurreição a uma vida nova! “
Bento XVI alentou os presentes à confiança na Virgem Maria, a quem ontem a Igreja celebrou como Nossa Senhora de Lourdes, e recordou que "à Santa Bernadete, Nossa Senhora entregou uma mensagem sempre atual: o convite à oração e à penitência. Através de sua mãe Jesus nos vem ao encontro, para liberar-nos de toda doença do corpo e da alma. Deixemo-nos tocar e purificar por Ele e usemos misericórdia para com nossos irmãos".
Finalmente o Papa disse que “mediante sua Mãe está sempre Jesus que sai a nosso encontro, para nos liberar de toda enfermidade do corpo e da alma. Deixemo-nos tocar e purificar por Ele, e tenhamos misericórdia para com nossos irmãos”.

MCS - GO SDS - 02/2012

11 de fev. de 2012

Acaso


A causa do mundo é Deus, não o acaso. Ele não é um produto de fatores sem sentido, tanto no que concerne à sua origem, como no que diz à sua ordem interna e ao seu fim.
Os cristões acreditam que podem ler o manuscrito de Deus na sua criação. João Paulo II, em 1985, confrontou os cientistas que falam da totalidade do mundo como um evento casual, sem sentido e sem fim: <<Perante o universo em que estão patentes uma tão complexa organização dos seus elementos e uma tão maravilhosa orientação final na sua existência, falar de acaso seria o mesmo que abdicar de procurar a explicação do mundo tal como se nos apresenta. De fato, isto seria o mesmo que aceitar efeitos sem causa. Tal significaria a renúncia do entendimento humano, que assim rejeitaria o pensamento e a procura de uma solução para os problemas.>> [43]

“Não somos o produto do casual e sem sentido da Evolução. Cada um de nós é fruto de um pensamento de Deus. Cada um é desejado, cada um é amado, cada um é necessário.” Papa Bento XVI
 
MCS - GO SDS - 02/2012


3 de fev. de 2012

Liberdade

Um dos direitos mais fundamentais da dignidade humana é o exercício da liberdade. A liberdade do indivíduo só deve ser reduzida quando o exercício da sua liberdade afetar a liberdade dos outros.
A liberdade não seria liberdade se não fosse liberdade por aquilo que está errado. Se a liberdade de uma pessoa não fosse respeitada, a sua dignidade ficaria ferida. Uma das tarefas centrais do Estado é proteger os direitos de liberdade de todos os seus cidadãos (liberdade de religião, de reunião, de associação, de pensamento, de profissão, etc.). A liberdade de um é a fronteira para a liberdade do outro. [289]
"Os mártires da Igreja primitiva morreram pela sua fé naquele Deus que Se revelou em Jesus Cristo, e, exatamente por isso, morreram também pela liberdade de consciência e pela liberdade de profissão da própria fé, uma profissão que não pode ser imposta por nenhum Estado; ela só pode ser realizada com a graça de Deus, na liberdade da consciência." Papa Bento XVI
 
MCS - GO SDS - 02/2012

25 de jan. de 2012

A má-fé da imprensa em relação ao Papa

Caro Internauta, observe a sujeira e a má-fé da imprensa de modo geral quando se trata da Igreja e do Papa Bento XVI. Leia este trecho da palavra do Santo Padre, discursando para os embaixadores dos países que têm relação com a Santa Sé, no último dia 9 de janeiro:

O Santo Padre discursando aos embaixadores:
nenhuma palavra sobre os homossexuais...


A educação é um tema crucial para todas as gerações, pois depende dela tanto o desenvolvimento saudável de cada pessoa como o futuro da sociedade inteira. Por isso mesmo, aquela constitui uma tarefa de primária grandeza num tempo difícil e delicado. Para além de um objetivo claro, como é o de levar os jovens a um pleno conhecimento da realidade e, consequentemente, da verdade, a educação tem necessidade de lugares. Dentre estes, conta-se em primeiro lugar a família, fundada sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher; não se trata duma simples convenção social, mas antes da célula fundamental de toda a sociedade.
Por conseguinte, as políticas que atentam contra a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade. O quadro familiar é fundamental no percurso educativo e para o próprio desenvolvimento dos indivíduos e dos Estados; consequentemente, são necessárias políticas que o valorizem e colaborem para a sua coesão social e diálogo. É na família que a pessoa se abre ao mundo e à vida e, como tive ocasião de lembrar durante a minha viagem à Croácia, «a abertura à vida é um sinal da abertura ao futuro».
Mais em geral, visando sobretudo o mundo ocidental, estou convencido de que se opõem à educação dos jovens e, consequentemente, ao futuro da humanidade as medidas legislativas que permitem, quando não incentivam, o aborto por motivos de conveniência ou por razões médicas discutíveis.

Muito bem! Estas foram as palavras de Bento XVI. Nem mais nem menos. O que a Revista Veja que está nas bancas (edição 2252, 18/01/2012, na seção “Panorama”) afirmou, fazendo eco à imprensa internacional, seguindo a agência de notícias Reuters? Eis, as palavras da Veja, que se considera séria e imparcial: “Endureceu o discurso contra a união homossexual o papa Bento XVI. O pontífice disse para diplomatas de 180 países que o casamento gay é ‘uma ameaça para o futuro da humanidade’”.
Aqui está! Foi assim com o Discurso do Papa em Ratisbona, na passagem em que se referiu a Maomé; foi assim quando falou da “chaga” que é a situação dos casais em segunda união; aqui no Brasil se afirmou que o Papa dissera que os casais em segunda união seriam uma “praga”; foi assim com outras situações sérias, como a atitude do então Cardeal Ratzinger na questão dos pedófilos que estavam no meio do clero emporcalhando o nome de Cristo e da Igreja! Sempre um modo de denegrir, de truncar a verdade para tornar o Papa odioso.
Só para recordar: é claro que a Igreja e o Papa são contra a união homossexual com status de “casamento”. Ninguém é contrário a que duas pessoas do mesmo sexo, adultas e senhoras de si, livremente queiram viver juntas, inclusive com vida sexual ativa. É pecado? Certamente! É contra os preceitos cristãos? Sem dúvida nem apelação! A Igreja chamará de normal e moralmente positivo tal caminho? Nunca! Mas, ninguém pode impedir a relação entre duas pessoas homossexuais nem deve querer impor nada contra a liberdade de ninguém! A Igreja sequer é contra a que um parceiro tenha direitos de herança, benefício saúde e outros, derivados dessa união. O que os cristãos são contrários é que se dê a esta união um estatuto de matrimônio e de família, pois aí já não se trata de respeitar uma minoria, mas destruir o conceito de família próprio da maioria e no qual se estriba a própria civilização ocidental, já tão ferida e desmoralizada... O raciocínio é simples: se tudo é família; nada é família! É o conceito de família de toda a sociedade que fica prejudicado pela imposição de uma minoria que hoje é poderosíssima! Esta é a posição da Igreja, do Papa e de qualquer pessoa de bom senso.
Minha questão aqui é outra: trata-se da desonestidade da imprensa, que sempre procura, de modo capcioso, deturpar as palavras do Papa para torná-lo antipático e odioso ante a opinião pública. Não me preocupo se o Papa agrada ou não à mídia e aos “papas” da cultura secularizada atual; mas me indigna a sordidez dessa imprensa que se quer passar por isenta e honesta.
Uma sugestão? Escreva à Revista Veja protestando e pedindo uma correção! Envie a cópia do discurso do Papa. Está no site do Vaticano: www.vatican.va. É uma questão de justiça!

MCS - GO SDS - 01/2012

24 de jan. de 2012

Silêncio e palavra: caminho de evangelização

Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012

Amados irmãos e irmãs,
Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspeto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.

O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.

Grande parte da dinâmica atual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.

No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que deem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de céticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).

Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem atual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Onipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exortação apostólica pós-sinodal Verbum Domini, 30 de setembro de 2010, n.º 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando «o Rei dorme (…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cfr Ofício de Leitura, de Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.

Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a concelebração eucarística com os membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.

Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «ações e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Constituição dogmática Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.

Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.

Vaticano, 24 de janeiro – dia de São Francisco de Sales – de 2012.
BENEDICTUS PP XVI
(Tradução portuguesa oferecida pela Santa Sé)

MCS - GO SDS - 01/2012

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